PUBLICIDADE Operação tornou-se uma das maiores do setor, nos últimos anos, ficando atrás apenas da desestatização da Sabesp 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Copasa: processo de privatização foi concluído e movimentou R$ 8,4 bilhões — Foto: Julio Bittencourt/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 12:15 Copasa Privatizada: Equatorial Energia Assume Controle em MG A privatização da Copasa, empresa de saneamento de Minas Gerais, foi concluída, movimentando R$ 8,4 bilhões. A participação do governo mineiro caiu de 50,03% para 5,03%, com a Equatorial Energia tornando-se acionista de referência, detendo 30% das ações. O processo de venda, uma das maiores operações do setor, promete maior eficiência operacional e investimentos em saneamento até 2033. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A privatização da Copasa, a companhia de saneamento de Minas Gerais, que atende 75% dos municípios do estado, foi concluída e a participação do governo mineiro foi reduzida de 50,03% para 5,03%. A venda das ações da companhia movimentou R$ 8,4 bilhões, com os papéis sendo precificados a R$ 49,03, acima do piso de R$ 47,23 estabelecido pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). O prazo de concessão é de 28 anos. "O Grupo Equatorial foi confirmado como investidor de referência selecionado na oferta pública de ações da Copasa, com alocação mínima equivalente a 30% do capital social da companhia", informou a empresa em comunicado ao mercado. Com a venda da participação do governo, a Equatorial Energia tornou-se acionista de referência da empresa, com 30% de participação e 65% dos papéis continuam no mercado nas mãos de outros acionistas. A Equatorial já tinha sido a acionista de referência na privatização da Sabesp, em São Paulo, e com a compra das ações da Copasa tornou-se uma das principais plataformas de saneamento do país, segundo analistas de mercado. — A Equatorial tornou-se uma das principais plataformas de saneamento do país. A privatização da Copasa foi a principal operação que movimentou o mercado de capitais neste primeiro semestre e agora todo mundo fica de olho nas ações, já que a expectativa com a gestão privada é de maior eficiência operacional da empresa — diz Ian Lopes, economista e sócio da Valor Investimentos. A demanda pelas ações da Copasa na desestatização chegou perto de R$ 50 bilhões, segundo analistas, mostrando o interesse do mercado pelos papéis. Uma das maiores operações do mercado A privatização da Copasa configurou-se com uma das maiores operações do mercado de capitais nos últimos anos — e do setor de saneamento. Considerando etapas anteriores da desestatização, em que o governo de Minas já tinha vendido ações da empresa, inclusive para a própria Equatorial, a operação renderá R$ 13,9 bilhões aos cofres públicos, segundo analistas que acompanharam o negócio. A venda da Copasa só fica atrás da desestatização da Sabesp, que movimentou R$ 14,8 bilhões em julho de 2024, na maior oferta de ações da história do setor de saneamento no Brasil. A Equatorial adquiriu 15% das ações da empresa paulista, investindo R$ 6,9 bilhões, com o valor da ação fixado em R$ 67. Mesmo com a redução da participação do governo de Minas na companhia, o poder público manterá a chamada 'golden share' (ação de ouro), tipo de ação de classe especial que concede ao seu detentor o poder de veto sobre decisões estratégicas de uma empresa. Segundo informações divulgadas pela Equatorial, isso significa que matérias relevantes para a companhia terão que ter a aprovação prévia do estado. Além do bloco principal de ações, a Gerais Saneamento (veículo de investimentos do Grupo Equatorial Energia criado para atuar no setor de saneamento) solicitou uma alocação adicional equivalente a 12,6% do capital social da empresa. O volume efetivamente recebido será conhecido após a conclusão da distribuição das ações. "A Equatorial aguarda a conclusão do procedimento de bookbuilding para definição da alocação das ações adicionais solicitadas pela Gerais Saneamento S.A., empresa integralmente controlada pelo grupo, o que pode representar participação adicional de até 12,6% do capital da companhia", informou a companhia. Segundo a Equatorial, o investimento na Copasa está em linha com os objetivos de expansão da companhia no setor de saneamento, ampliando sua presença na região Sudeste e reforça a diversificação geográfica dos negócios. Com a privatização, os investimentos para universalizar o serviço de saneamento até 2033 serão acelerados, com estimativa de injeção de R$ 3,1 bilhões em 2026 e R$ 3,9 bilhões em 2027. As tarifas seguirão reguladas pela Arsae-MG, a agência reguladora do setor no estado, o que garante estabilidade contratual e limita aumentos livres. O Grupo Equatorial é nacional e consolidou-se como o terceiro maior em distribuição de energia do país em número de clientes. Atua com sete concessionárias, nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá e Goiás, com mais de 14 milhões de clientes. A empresa está presente em 29% do território nacional, atendendo 16% do total de consumidores brasileiros e respondendo por 11% do mercado de distribuição de energia elétrica do país. Também atua nos setores de serviços, telecomunicações, comercialização, geração distribuída e vem se expandindo no setor de saneamento. A operação foi coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB. A desestatização da Copasa vinha sendo acompanhada com atenção pelo mercado por seu potencial de transformar uma das maiores companhias de saneamento do país em uma empresa de capital pulverizado. Sem o controle estatal, a companhia passa para o modelo de corporation (empresa sem controlador definido e pulverizada em bolsa), seguindo o exemplo da Sabesp.
Privatização da Copasa, empresa de saneamento de Minas, é concluída e movimenta R$ 8,4 bilhões
Operação tornou-se uma das maiores do setor, nos últimos anos, ficando atrás apenas da desestatização da Sabesp
Copasa privatizada: Equatorial Energia com 30% por R$ 8,4 bilhões, governo mineiro de 50% para 5%. M&A consolida plataforma saneamento, capex R$ 3,1-3,9 bi (2026-27), transição infraestrutura público→privado.










