Solicitação se dá no mesmo momento em que os investigadores rejeitaram a segunda proposta de delação apresentada pelo banqueiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 10:46 STF Avalia Transferência de Banqueiro Envolvido em Fraude Bilionária O ministro André Mendonça, do STF, encaminhou à PGR um pedido da Polícia Federal para transferir o banqueiro Daniel Vorcaro da Superintendência da PF para outra unidade. A PF deseja a remoção devido à rotina impactada pela presença de Vorcaro, que está detido há quase três meses. A transferência ocorre após a rejeição de uma nova proposta de delação do banqueiro, considerada insuficiente pelos investigadores. Vorcaro é suspeito de liderar fraudes financeiras que causaram um rombo de R$ 50 bilhões no FGC. A PGR ainda não se manifestou sobre o caso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça enviou o pedido da Polícia Federal para transferir o banqueiro Daniel Vorcaro da Superintendência da PF, em Brasília, para a Procuradoria-Geral da República. Relator do caso Master na Corte, Mendonça quer saber a opinião da PGR antes de decidir se remove o banqueiro da cela especial da PF, conforme pediu a corporação. A PF defendeu a ida de Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde fica o presídio federal em que ele estava detido antes de ir para a carceragem da corporação. A Polícia Federal não quer que Vorcaro continue nas suas dependências, uma vez que as celas da carceragem de Brasília são comumente utilizadas como passagem dos alvos para presídios estaduais. A presença de Vorcaro na superintendência há quase três meses também tem impactado na rotina do local. Nesse período, o banqueiro passou a receber quase que diariamente a visita de advogados e familiares. O pedido de transferência de Vorcaro ocorre no mesmo momento em que a PF rejeitou a segunda proposta de delação entregue pelos advogados de Vorcaro. Os investigadores consideraram que o material não trazia novidades ao que já havia sido mapeado pelas apurações, além de não trazer elementos de provas, que são essenciais para os acordos de colaboração. Os investigadores têm em mãos oito celulares de Vorcaro, com acesso a documentos e mensagens, que são considerados uma "verdadeira colaboração premiada". A PGR, com quem a defesa de Vorcaro também negocia, ainda não deu resposta formal sobre o caso. Os dois órgãos passaram os últimos dias analisando a segunda proposta. A avaliação predominante é que Vorcaro procurou mais se defender e justificar os favores à classe política do que admitir crimes e apontar novos caminhos de investigação, o que era esperado numa delação. Vorcaro é suspeito de comandar um esquema de fraudes financeiras que lesou correntistas e investidores do Master, o que incluiu fundos de previdência de estados e municípios, como o Rioprevidência. O rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que arca com aplicações de até R$ 250 mil, foi de cerca de R$ 50 bilhões. Esta é a segunda vez que a PF se retira das negociações com o banqueiro — a primeira ocorreu em maio e levou a uma troca na equipe de defesa. Na ocasião, o advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, deixou o caso, que agora tem à frente o criminalista Sérgio Leonardo. Interlocutores da defesa do banqueiro, por sua vez, alegam que o material entregue traz um conjunto de histórias inéditas e é consistente. Para eles, há uma avaliação de que os investigadores estão com má vontade em prosseguir com o acordo.