Enrique Macaya Márquez cobriu o seu primeiro Mundial em 1958, quando o Brasil foi campeão do torneio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Enrique Macaya Márquez, jornalista argentino de 91 anos — Foto: Luis ROBAYO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 08:45 Enrique Macaya Márquez: Jornalista de 91 Anos e Sua 18ª Copa do Mundo em 2026 Aos 91 anos, Enrique Macaya Márquez se prepara para cobrir sua 18ª Copa do Mundo em 2026, um recorde no jornalismo esportivo. Desde sua primeira cobertura em 1958, ele presenciou transformações significativas no futebol, mas mantém a paixão pelo esporte. Macaya relembra sua amizade com Di Stéfano e momentos marcantes como a Copa de Pelé e os encontros com Maradona. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Desde a Suécia 1958, o futebol mudou em termos táticos, tecnológicos e econômicos. No entanto, houve uma constante: a presença do jornalista argentino Enrique Macaya Márquez, que na América do Norte 2026 ampliará para 18 o seu recorde de coberturas de Copas do Mundo. Aos 91 anos, a trajetória do homem que mais cobriu Copas do Mundo conecta os tempos do rádio e da televisão em preto e branco à hiperconectividade atual. A saúde obriga a lenda do jornalismo esportivo argentino a ter uma presença midiática mais limitada, mas ele não cogitou perder o torneio que começou na quinta-feira no México, nos Estados Unidos e no Canadá. — Eu sinto como se tivesse a obrigação de fazer isso — reconhece em entrevista à AFP antes de viajar, nesta sexta-feira, para os Estados Unidos para acompanhar a campanha da Albiceleste como comentarista da DirecTV, DSports e DSports Radio. — Não sei por quanto tempo mais será assim, mas, de qualquer forma, este que tenho ao meu alcance vou tentar aproveitar — diz o homem reconhecido pela Fifa, em 2022, como “o jornalista com mais coberturas de Copas do Mundo”. Embora tenha cultivado, ao longo de mais de sete décadas, um estilo que o impede de ser o protagonista, Macaya fala sobre a primeira Copa do Mundo de Pelé, seu amigo de infância Alfredo Di Stéfano, os desentendimentos com Diego Maradona e sua visão sobre como o futebol mudou. Cobertura milagrosa Macaya, cuja voz também alcançou outros países sul-americanos, tinha apenas 23 anos quando a Rádio Belgrano, de Buenos Aires, o enviou como parte de uma pequena equipe para cobrir a Copa do Mundo da Suécia. Desde então, esteve presente em todas as edições. Viajar para o país escandinavo não foi uma tarefa simples. O jornalista recordista lembra que chegou “milagrosamente”, em vários trechos de avião, trem e balsa. — Num (Douglas) DC-7. Aviões que precisavam fazer escalas praticamente em todos os lugares, porque não havia outra forma de chegar, não tinham autonomia. Saí passando por Dakar, fui para a Itália (...), depois Dinamarca e o sul da Suécia para chegar a Malmö. Uma coisa absolutamente desconhecida — relembra. Aquela Copa do Mundo viu nascer o mito de Pelé, que, aos 17 anos, levou o Brasil à conquista de sua primeira Copa. — Era um jogador com uma enorme capacidade física, além de outros elementos relacionados à técnica — afirma Macaya, que garante que, naquele momento, não era “tão fácil” prever que ele se tornaria um dos maiores da história. Di Stéfano, “o melhor” O melhor da época era Alfredo Di Stéfano, embora o argentino que brilhou no Real Madrid nunca tenha conseguido disputar a principal competição do futebol. — Eu morava a 50 metros da casa de Alfredo. Eu cuidava de uma banca de jornais e Alfredo vinha lê-los ali. Depois me levava para sua casa e jogávamos bola. Ele era mais velho que eu. E depois virou o ídolo — relata Macaya. Por causa dessa história de infância compartilhada nas ruas do bairro de Flores, em Buenos Aires, talvez ele seja a única pessoa em relação à qual Macaya não consegue ser neutro. — Para mim, ele foi o melhor. E, comparado ao que enfrentava naquela época, foi o melhor. Mas eu também tinha uma amizade com Di Stéfano que pode influenciar a minha opinião — afirma. O pódio dos jogadores do século XX, segundo Macaya já declarou em diversas ocasiões, é completado por Maradona. Mas ele prefere não falar sobre a Mão de Deus ao abordar a brilhante atuação individual do camisa 10 na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra nas quartas de final da Copa do México de 1986. — Criou-se toda uma história em torno daquele gol que não corresponde à realidade — diz, numa opinião controversa entre os argentinos que veem naquela esperteza um ato de justiça após a Guerra das Malvinas, em 1982. Maradona lhe deu razão Macaya só deixa de lado sua habitual sobriedade ao contar a vez em que o craque argentino “lhe deu razão”. Foi em maio de 1994, quando, após trocas de críticas na mídia, Diego pediu uma reunião, chamou uma câmera e declarou que o jornalista estava certo. Um gesto que ele não teve com outros repórteres. “Com ninguém. Fantástico, incrível”, diz com um sorriso. Desde a Suécia de 1958, para Macaya, as Copas do Mundo hoje “geram o que geram por causa de um investimento econômico”. O objetivo da Fifa de conquistar o mercado americano recebeu críticas devido ao alto custo dos ingressos e ao novo formato da Copa do Mundo com 48 seleções. — O jogo evoluiu em alguns aspectos e, pela própria evolução, por mais contraditório que pareça, acabou freando outros — acrescenta Macaya.
Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo: 'Vou tentar aproveitar'
Enrique Macaya Márquez cobriu o seu primeiro Mundial em 1958, quando o Brasil foi campeão do torneio
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