Com alta de 14% em relação ao ano anterior, as 100 marcas mais valiosas do Brasil somam US$ 90,2 bilhões em 2026, segundo levantamento da consultoria Brand Finance. Pelo décimo ano consecutivo, o Itaú lidera o ranking, com valor de marca estimado em US$ 9,9 bilhões, avanço de 15% sobre 2025. O setor bancário responde sozinho por mais de um terço do valor total do ranking. Somados, os setores de alimentos, varejo e petróleo e gás representam 58% do valor das companhias analisadas. Entre os destaques, a Antarctica, da Ambev, registrou a maior alta do ranking. O valor da marca avançou 125%, para US$ 454 milhões. Segundo a Brand Finance, o desempenho foi impulsionado pela combinação entre inovação de portfólio e fortalecimento da presença da marca junto aos consumidores. A consultoria destaca o crescimento de categorias ligadas a produtos com menor teor de açúcar, como Guaraná Antarctica Zero e Pepsi Black, que tiveram um crescimento de volume de cerca de 30% em 2025 A Brand Finance, que avalia cerca de 6 mil marcas em mais de 25 países, calcula o valor de marca com base no potencial econômico que uma empresa teria ao licenciar sua marca no mercado. Já a força de marca considera indicadores como reputação, familiaridade, percepção dos consumidores e desempenho do negócio. Para o diretor-geral da Brand Finance no Brasil, Eduardo Chaves, o desempenho das marcas mostra a capacidade de adaptação das empresas líderes em um ambiente econômico mais desafiador. "As principais marcas do país foram capazes de combinar escala, transformação digital e adaptação às mudanças nas condições de consumo e crédito, mesmo em um cenário de crescimento mais lento", afirma. Além do Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Nubank e Caixa completam o grupo das cinco marcas mais valiosas do país, reforçando o peso do setor financeiro na economia brasileira. Na segunda posição, o Banco do Brasil teve valor de marca estimado em US$ 5 bilhões, queda de 4% em relação ao ano anterior. Segundo a consultoria, o resultado reflete um ambiente de crédito mais desafiador, apesar da relevância da instituição em programas de financiamento agrícola como o Plano Safra. O Bradesco aparece em terceiro lugar, com valor de marca de US$ 4,7 bilhões. De acordo com o levantamento, a posição foi sustentada pela estratégia de otimização da carteira e pela gestão de capital em meio às mudanças do cenário econômico. O Nubank foi apontado como uma das marcas a serem acompanhadas nos próximos anos. Com valor estimado em US$ 4,2 bilhões, alta de 5%, a empresa aparece como o neobank mais forte do mundo e a quarta marca bancária mais forte globalmente no ranking Brand Finance Banking 500 2026. Além disso, lidera o mercado em indicadores emocionais essenciais, com os clientes brasileiros classificando o Nubank em primeiro lugar em termos de confiança, preferência e apego. O relatório também mede a força de marca que vê atributos como confiança, reputação e vínculo com os consumidores. Porto, Nubank e Sadia ocuparam as três primeiras posições. As três receberam classificação AAA+, a mais alta da metodologia da consultoria. Porto liderou o indicador com nota de 96,9 em uma escala de 100 pontos e valor de marca de US$ 757 milhões. Segundo a Brand Finance, a liderança está associada aos altos níveis de reconhecimento e confiança da marca, apoiados pela expansão de sua atuação para áreas como serviços financeiros, saúde e assistência. O Nubank ficou em segundo lugar, com pontuação de 95,2. A consultoria destacou os elevados índices de confiança, preferência e vínculo dos clientes com a marca. Já a Sadia ocupou a terceira posição, com nota de 93,5 e valor de marca estimado em US$ 2,9 bilhões, crescimento de 35% em relação ao ano anterior. A marca apareceu pela reputação construída no segmento de alimentos, sustentada pela percepção de qualidade e pela forte presença no mercado brasileiro.
Valor das 100 marcas mais valiosas do país cresce 14% e vai a US$ 90,2 bi
A Antarctica, marca de refrigerante da Ambev, registrou a maior alta do ranking. O valor da marca avançou 125%, para US$ 454 milhões. Pelo décimo ano consecutivo, o Itaú lidera, com valor de marca estimado em US$ 9,9 bilhões









