É quase injusto para Adrianne Lenker ela ter uma relação tão forte com a palavra, tão bem trabalhada, tão única, e, acabados de testemunhar a magia por ela gerada em palco, não sermos capazes, num primeiro momento, de dizer mais nada a não ser… Bem, a não ser que simplesmente não temos palavras para a forma assombrosa como escreve sobre os altos do amor e as coisas terríveis que ele nos provoca, sobre os anos que passam por nós e que nos mudam o corpo e a percepção, sobre traumas pessoalíssimos que estão na base de uma música na qual cada ouvinte consegue ver projectadas as suas próprias dores — música que primeiro atinge para depois curar.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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12 de Junho de 2026

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