Procuradoria segue na mesa de negociações e deve dar resposta nos próximos dias 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 21:45 Procuradoria avalia delação de dono do Banco Master rejeitada pela PF A defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, aguarda a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a delação premiada rejeitada pela Polícia Federal (PF). A PF considerou o material irrelevante, sem novidades ou provas. A PGR ainda analisa o conteúdo, mas interlocutores indicam tendência de rejeição. A defesa busca convencer a PGR da relevância das informações. O ministro do STF André Mendonça sinaliza que a colaboração deve trazer fatos inéditos para avançar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a rejeição nesta quinta-feira pela Polícia Federal da segunda versão da delação premiada, a defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, agora aguarda o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o acordo para definir quais serão os seus próximos passos e traçar sua estratégia. Interlocutores da PGR ouvidos pelo GLOBO afirmam que ainda não houve a formação de uma convicção por parte de seus investigadores, mas apontam também para uma tendência de rejeição da delação premiada de Vorcaro. A avaliação preliminar, assim como ocorreu na PF, é de que o material não trouxe informações relevantes para a condução das investigações. Ainda assim, o material segue sendo analisado pela equipe escalada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tocar as tratativas relativas ao ex-banqueiro. Não há prazo para que a PGR se manifeste. Integrantes envolvidos na análise afirmam que o material continua sendo examinado sob diferentes aspectos, incluindo a consistência das informações apresentadas, a possibilidade de comprovação dos fatos narrados e a utilidade prática dos elementos oferecidos para o avanço das investigações. A percepção da defesa é que a proposta ainda não foi descartada pela cúpula do Ministério Público, apesar da rejeição pela PF. A expectativa entre interlocutores que acompanham as negociações é que a PGR conclua nos próximos dias uma análise mais aprofundada sobre o conteúdo dos anexos e sobre o potencial de colaboração efetiva do ex-banqueiro. A manutenção das tratativas é vista pela defesa como um sinal de que ainda há espaço para ajustes e complementações no material entregue às autoridades. Desde a apresentação da segunda versão da proposta, os advogados vêm promovendo alterações e acréscimos em resposta a questionamentos formulados por investigadores e procuradores. A estratégia da defesa tem sido concentrar esforços no convencimento da PGR sobre a relevância das informações oferecidas, na avaliação de que um parecer favorável da Procuradoria pode ajudar a superar a rejeição da PF pela segunda vez. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça já indicou a interlocutores que considera desejável uma posição conjunta da PF e da PGR. Mendonça também já sinalizou que a colaboração somente deverá avançar caso apresente fatos efetivamente inéditos e relevantes para as investigações. Não há, no entanto, determinação legal que um acordo de delação precisa ser assinado conjuntamente por PF e Ministério Público. E a delação só tem validade quando homologada pela Justiça, a quem cabe a palavra final. A rejeição da PF A PF considerou que o material não trazia novidades ao que já havia sido mapeado pelas investigações, além de não trazer elementos de provas, que são essenciais para os acordos de colaboração. Os investigadores têm em mãos oito celulares de Vorcaro, com acesso a documentos e mensagens. Segundo a percepção dos investigadores, o banqueiro teria poucas condições de corroborar os seus relatos com documentos, pois já não tem o controle do Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Investigadores sustentam que os anexos entregues não apresentam fatos suficientemente inéditos nem elementos de corroboração capazes de justificar o avanço de um acordo de colaboração. Também há uma percepção entre eles de que o banqueiro não está disposto a cooperar e estaria só tentando ganhar tempo longe de um presídio comum.
Defesa de Vorcaro aguarda posição da PGR sobre delação rejeitada pela PF para definir próximos passos
Procuradoria segue na mesa de negociações e deve dar resposta nos próximos dias









