Com gols de Quiñones e Jiménez, seleção mexicana faz 2 a 0 na abertura da Copa do Mundo de 2026. Protestos geram confronto com a polícia durante a partida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Raul Jiménez escora de cabeça para vencer o goleiro Williams e marcar o segundo gol do México na vitória sobre a África do Sul, na estreia da Copa de 2026 — Foto: Rodrigo OROPEZA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 18:19 México vence África do Sul por 2 a 0 na estreia da Copa 2026 O México confirmou seu favoritismo na estreia da Copa do Mundo de 2026, vencendo a África do Sul por 2 a 0 no Estádio Azteca. Os gols foram marcados por Quiñones e Raul Jiménez. A partida foi marcada por protestos fora do estádio contra a presidente Claudia Sheinbaum, que assistiu ao jogo de um telão no subúrbio da capital. A vitória marca a melhor estreia do México em Copas sediadas no país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mesmo desperdiçando um caminhão de chances, o México confirmou seu favoritismo contra a África do Sul e estreou com vitória de 2 a 0, nesta quinta-feira, na Copa do Mundo de 2026. O Estádio Azteca, na capital Cidade do México, pulsou do lado de dentro, com gols de Quiñones e Jiménez, e do lado de fora, com protestos dirigidos à presidente Claudia Sheinbaum, que não compareceu ao estádio. Quem também chamou atenção em campo foi o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que distribuiu três cartões vermelhos. Os mexicanos criaram dificuldades desde o início ao pressionarem a saída de bola da seleção sul-africana -- que tentava explorar, sem sucesso, o entrosamento de cinco dos 11 titulares que atuam juntos no Mamelodi Sundowns, rival do Fluminense no último Mundial de Clubes. O volante Sithole, do Tondela (POR), era quem mais se aproximava do trio de zagueiros para dar opção de toques curtos, mas foi presa fácil para a marcação mexicana enquanto esteve em campo. Foi em um bote para cima de Sithole, aos nove minutos de jogo, que o volante mexicano Lira roubou a bola que depois chegou aos pés de Quiñones. O atacante do clube saudita Al Qadsiah, colombiano que se naturalizou mexicano há três anos, chutou entre as pernas do goleiro Williams e soltou o aguardado grito de gol do Azteca lotado, com mais de 80 mil torcedores embalando a seleção local. Enquanto isso acontecia, dezenas de mexicanos entravam em conflito com as forças policiais ao redor do estádio, em uma manifestação que misturava reinvindicações salariais e cobranças de uma atuação mais firme do governo para investigar casos de vítimas dos cartéis do narcotráfico. A presidente Claudia Sheinbaum, que tem acusado a oposição de usar os protestos para "provocar" a polícia, estava a quilômetros de distância do Azteca: ela assistiu à estreia da seleção mexicana em um telão instalado em um complexo esportivo no subúrbio da capital, buscando sinalizar empatia com torcedores que não conseguiram ingresso para a Copa. Entrada de joia mexicana Mesmo atrás do placar logo cedo, a África do Sul não mudou sua estratégia: apostava em aproximar os volantes Sithole e o ídolo Mokoena do trio de zaga para sair jogando, numa tentativa de achar passes em profundidade para os laterais Mudau e Modiba. O México, por sua vez, gerava perigo sempre que recuperava a bola no campo de ataque -- e não foram poucas as vezes. Sithole era a principal vítima, mas até Mokoena cometeu seu erros, como ao sofrer um desarme já nos acréscimos do primeiro tempo que o meia Brian Gutierrez desperdiçou. Quiñones foi outro que seguiu buscando jogo, e chegou a acertar um chute na trave ainda no primeiro tempo. O zagueiro mexicano Vasquez disputa bola pelo alto contra o atacante sul-africano Rayners, na estreia da Copa de 2026 — Foto: Yuri Cortez/AFP O técnico mexicano Javier Aguirre, que também comandava a seleção no empate com os sul-africanos na estreia da Copa de 2010, não escondia sua irritação a cada chance perdida no Azteca. Mas o cenário ficou mais tranquilo aos cinco minutos do segundo tempo, quando Sithole fez falta na entrada da área em Gutierrez e, por ser o último homem, foi expulso. A vantagem numérica deu confiança a Aguirre para lançar alguns queridinhos da torcida, como o jovem atacante Gilberto Mora, do Tijuana, de apenas 17 anos. Logo depois da mexida, o México chegou ao segundo gol, em um cruzamento escorado de cabeça pelo ídolo Raul Jiménez, de 35 anos. Três expulsões A África do Sul ainda teve tempo de perder mais um jogador por cartão vermelho, aos 39 do segundo tempo: o meia Zwane -- outro egresso do Mamelodi Sundows -- foi expulso por uma cotovelada, após revisão do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio no VAR. Com dois jogadores a menos no lado sul-africano, os minutos finais da partida poderiam ser tranquilos para o México. Isso se o zagueiro César Montes não cometesse falta dura em Mudau, lateral-direito sul-africano, na entrada da área, aos 47 minutos. Pelo lance, Montes recebeu cartão vermelho direto, em uma decisão rigorosa do juiz brasileiro, que justificou a expulsão sinalizando que o sul-africano ia em direção ao gol quando foi derrubado. Os três cartões vermelhos distribuídos por Wilton fizeram o Mundial de 2026 já quase igualar, na sua estreia, o total de expulsões de toda a última Copa, no Catar: foram quatro em 64 partidas na ocasião. A expulsão tardia do México animou a África do Sul, que se lançou ao campo de ataque na esperança de um empate improvável. Mas que acabou não vindo. A vitória de 2 a 0 nesta quinta-feira valeu ao México sua melhor estreia nas três Copas do Mundo disputadas em casa, depois de um empate sem gols com a União Soviética em 1970 e de um 2 a 1 contra a Bélgica em 1986, ambas também no Azteca. As outras duas seleções do Grupo A da Copa, Coreia do Sul e Tchéquia, se enfrentam às 23h desta quinta-feira, pelo complemento da primeira rodada.
México confirma favoritismo na estreia e bate a África do Sul em um Azteca fervendo do lado de dentro e de fora
Com gols de Quiñones e Jiménez, seleção mexicana faz 2 a 0 na abertura da Copa do Mundo de 2026. Protestos geram confronto com a polícia durante a partida













