É uma reacção à proposta dos deputados do PSD, que querem obrigar os utilizadores de bicicleta eléctrica a usar capacete e material reflector. 34 organizações juntaram-se para escrever uma carta aberta aos membros da Assembleia da República, pedindo que rejeitem esta alteração ao Código da Estrada.Admitem que, “em determinados contextos”, o uso de capacete “pode contribuir para reduzir a gravidade de certas lesões em caso de impacto”, mas levantam a questão: “a obrigatoriedade legal e universal do seu uso constitui uma medida política eficaz em termos de saúde pública, para a melhoria da segurança rodoviária e a promoção de uma mobilidade mais sustentável?”.Os signatários acreditam que não. Até porque “a obrigatoriedade do uso do capacete está associada a reduções significativas na utilização regular da bicicleta” e, com ela, à perda de benefícios para a saúde que decorrem desta actividade. Entre uma coisa e outra, sustentam que “esta política resultaria num balanço negativo para a saúde pública”, com o “aumento de morbilidade e mortalidade associado à redução da actividade física”. Este “seria superior ao número de vidas potencialmente salvas pelo uso do capacete”, argumentam.“A redução na utilização da bicicleta tem, ainda, o efeito de enfraquecer o fenómeno de Safety in Numbers, de acordo com o qual a presença de mais ciclistas contribui para aumentar a segurança de todos”, notam, no documento que foi enviado nesta quinta-feira às redacções.
34 entidades juntam-se para rejeitar obrigação de capacete em bicicletas eléctricas
Organizações de promoção de mobilidade activa e segurança rodoviária pedem ao Parlamento que chumbe proposta do PSD sobre protecção e material reflector para velocípedes com motor.
34 organizações rejeitam obrigatoriedade capacete em e-bikes; 73% mortes ciclistas vêm de colisões veiculares. Medida reduz adopção (1% vs 8% Europa), inviabiliza bike-sharing e compromete roadmap de descarbonização urbana.








