Artista de 59 anos passou mal dias depois de consumir queijo artesanal recebido como presente de Dia dos Namorados; empresa admite contaminação, mas nega responsabilidade pela morte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Queijo do tipo Baronet Reblochon, produzido pela empresa The Old Cheese Room, estava contaminado por bactéria — Foto: Divulgação | The Old Cheese Room RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 12:50 Viúva processa empresa após morte de marido por listeria em queijo Um artista britânico de 59 anos morreu após contrair uma infecção por listeria ao consumir queijo contaminado no Reino Unido. A viúva processa a fabricante, The Old Cheese Room, por R$ 1,4 milhão. A empresa admite a contaminação, mas nega responsabilidade pela morte, alegando problemas de saúde preexistentes do falecido. O caso segue na Justiça britânica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A viúva de um artista britânico está processando uma fabricante de queijos artesanais e pede mais de 200 mil libras esterlinas (cerca de R$ 1,4 milhão) em indenização após a morte do marido. Ele contraiu uma infecção por listeria depois de consumir um queijo contaminado recebido como presente de Valentine's Day, o Dia dos Namorados comemorado em fevereiro no Reino Unido. O caso corre na Justiça britânica e pode ir a julgamento caso não haja acordo entre as partes. Quer morar nos Alpes italianos por um mês com despesas pagas? Pesquisadores buscam voluntários para estudoJovem de 24 anos descobre câncer raro após investigar mancha na pele no Reino Unido: ‘Achei que tinha a vida inteira pela frente’ Roger Parkes, de 59 anos, adoeceu em fevereiro de 2023 após comer um queijo do tipo Baronet Reblochon, produzido pela empresa The Old Cheese Room, no condado de Wiltshire, na Inglaterra. O produto fazia parte de uma caixa de queijos dada por sua esposa, Carina Parkes. Dias depois, ele foi hospitalizado e morreu em 27 de fevereiro daquele ano. Segundo documentos apresentados à Alta Corte de Londres, Roger começou a consumir o queijo em 17 de fevereiro e passou mal poucos dias depois. Inicialmente atendido em um hospital de Chichester, ele foi transferido para outra unidade em Brighton, onde recebeu o diagnóstico de listeriose e tratamento com antibióticos. Apesar dos esforços médicos, seu quadro continuou se agravando. Veja os queijos premiados e vinhos de qualidade produzidos no Rio 1 de 10 Queijos em maturação numa gruta em Valença — Foto: Gabriel de Paiva 2 de 10 Rodrigo do Vale e seus queijos — Foto: Gabriel de Paiva X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Queijos de cabra feitos em Valença e premiados na França — Foto: Gabriel de Paiva 4 de 10 Cabras na hora da ordenha na Capril do Lago — Foto: Gabriel de Paiva X de 10 Publicidade 5 de 10 Queijos da Capril DeVille são encontrados em mercados e restaurantes cariocas — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo 6 de 10 Experiência na vinícola Terras Frias dura 2h30 — Foto: Divulgação/Terras Frias X de 10 Publicidade 7 de 10 André Guedes: reconhecido como especialista em queijos e frios agora também produz vinhos em Nova Friburgo — Foto: Divulgação/Terras Frias 8 de 10 Rômulo Capdeville, reponsável pelos queijos da Capril DeVille — Foto: Divulgação X de 10 Publicidade 9 de 10 Vinícola Abreu Santa Joana, prepara grande estrutura, em São Fidélis, no Norte Fluminense — Foto: Divulgação 10 de 10 Vinhos da Abreu Santa Joana — Foto: Divulgação X de 10 Publicidade Produção ganha força e movimenta o turismo no estado Uma investigação oficial concluída em 2024 apontou que o queijo estava contaminado por listeria e não era adequado para consumo humano. O inquérito também indicou que a contaminação provavelmente ocorreu durante o processo de fabricação. A causa médica da morte foi registrada como falência múltipla de órgãos e meningoencefalite causada pela bactéria. Lote recolhido Após o caso, a empresa retirou do mercado um lote do queijo Baronet Reblochon. De acordo com os registros do processo, outras duas pessoas também adoeceram após consumir produtos do mesmo lote. Embora reconheça que o queijo estava contaminado, a fabricante contesta ser responsável pela morte do artista. A defesa argumenta que Roger Parkes possuía graves problemas de saúde pré-existentes, incluindo cirurgias cardíacas recentes, insuficiência renal, hipertensão e outras complicações que, segundo os advogados da empresa, teriam contribuído significativamente para o desfecho fatal. Os representantes da viúva sustentam que a companhia falhou ao permitir que o produto contaminado permanecesse à venda e que a infecção por listeria foi determinante para a morte. Já a empresa afirma que caberá à Justiça definir se a bactéria foi, de fato, a causa principal do óbito. A Listeria (Listeria monocytogenes) é uma bactéria de origem alimentar causadora da listeriose. Ela geralmente contamina leite cru, queijos moles, carnes processadas e vegetais crus. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Embrapa), o patógeno emergiu na década de 80 e causa gastrenterite e, em casos mais graves, ocasiona septicemia, meningite e meningoencefalite. — Surtos de listeriose, embora relativamente raros, sempre envolvem mortalidade, sobretudo em grupos de risco bem definidos (idosos, neonatos, gestantes e pessoas imunodeprimidas). Leite e produtos lácteos, especialmente os queijos frescais, têm sido associados a casos e surtos de listeriose em vários países durante as três últimas décadas — diz a pesquisa sobre a bactéria publicada pelo órgão.