O árbitro somali Omar Artan, que foi vetado de atuar na Copa do Mundo de 2026 depois de ter a entrada nos Estados Unidos negada pelo governo de Donald Trump, vai apitar a Supercopa de clubes europeus, entre Paris Saint-Germain (França) e Aston Villa (Inglaterra), no próximo dia 12 de agosto.

O anúncio da escalação de Artan foi feito nesta quinta-feira 11 pela Uefa, entidade que organiza o futebol no continente europeu, três dias depois que o árbitro foi impedido de entrar nos EUA. Artan recebeu apoio do governo de seu país e foi recepcionado como herói no retorno a Mogadíscio.

O governo de Donald Trump não esclareceu os motivos do veto à entrada do árbitro no país. Artan tinha visto válido para atuar nos EUA. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lavou as mãos, e disse que a entidade “não é dona do mundo”. O caso se tornou um dos mais emblemáticos de uma Copa que começa nesta quinta-feira cercada de polêmicas.

“O futebol existe para ligar as pessoas, e a Uefa quer demonstrar o seu respeito por Omar e as suas excepcionais capacidades de arbitragem, que lhe valeram uma nomeação tão prestigiada”, disse o presidente da entidade, Aleksander Čeferin, em comunicado oficial.

Artan será o primeiro árbitro de fora da Europa a atuar em uma edição da Supercopa. O torneio, que acontece desde 1973, reúne o campeão da Liga dos Campeões (neste caso, o Paris Saint-Germain) e o da Liga Europa (Aston Villa), os dois principais torneios entre clubes do continente europeu.