Pelo menos duas pessoas da comunidade Kuki foram mortas em ataques perpetrados por homens armados no agitado Estado de Manipur, na Índia, nesta quinta-feira, informaram duas autoridades policiais graduadas. O episódio ocorreu um dia após as autoridades recuperarem os corpos de seis homens da comunidade rival Naga, que estariam sendo mantidos como reféns. As duas tribos, predominantemente cristãs, têm um longo histórico de conflito devido a disputas por territórios étnicos no Estado do nordeste indiano, mas os confrontos recentes estouraram depois que um homem Naga foi supostamente agredido por integrantes da comunidade Kuki em fevereiro. O assassinato de três pastores Kuki em maio, supostamente cometido por grupos armados Naga, havia desencadeado uma série de sequestros retaliatórios de ambos os lados. Contudo, a maioria dos reféns foi libertada ao longo do último mês, restando apenas os seis homens Naga que seguiam desaparecidos. Sete casas foram incendiadas no ataque desta quinta-feira, lançado por volta do amanhecer, resultando na morte de duas pessoas e deixando outras duas feridas, relatou um dos policiais à Reuters sob condição de anonimato, por não ter autorização para falar com a imprensa. Uma organização civil Kuki no distrito de Kamjong, onde a violência aconteceu, informou que as vítimas eram líderes comunitários ligados à igreja. A polícia ainda não identificou os autores do ataque ou a comunidade à qual pertencem, mas declarou que a situação permanece "tensa e volátil". Confrontos prolongados semelhantes entre Nagas e Kukis em 1993 deixaram centenas de mortos. A comunidade Kuki também está envolvida em combates contra a comunidade Meitei, majoritariamente hindu, desde maio de 2023, motivados por disputas sobre benefícios econômicos e cotas de emprego. Cerca de 260 pessoas já foram mortas e mais de 60 mil foram deslocadas devido a essa onda de violência.