Um mês após a explosão que matou duas pessoas e destruiu parte da comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, moradores ainda convivem com os efeitos da tragédia.
Casas interditadas seguem cercadas por tapumes, montes de entulho permanecem onde estavam no dia do acidente e comerciantes relatam queda de até 80% no movimento em uma região que perdeu boa parte de seus moradores.
O cenário encontrado nesta semana pouco lembra uma área em reconstrução. Imóveis aguardam definições sobre demolição, equipes seguem realizando medições para avaliar as condições do solo e parte das ruas permanece esvaziada.
Em alguns trechos, varais com roupas dividem espaço com casas vazias e construções interditadas, enquanto moradores tentam retomar uma rotina interrompida desde 11 de maio.
A explosão ocorreu durante uma obra envolvendo redes subterrâneas de saneamento e gás canalizado. O acidente causou a morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, e do pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, 57, conhecido na comunidade como Bodenga. Dezenas de imóveis foram atingidos e famílias precisaram deixar suas casas.















