Texto, que deu origem a filme de Fernando Meirelles, imagina um encontro entre o conservador Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco: 'a religião é só o contexto, é uma peça sobre a difícil arte de conversar', diz ator Celso Frateschi e Zécarlos Machado vivem Papa Bento XVI e Cardeal Jorge Bergoglio — Foto: Divulgação/Ale Catan RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 17:03 "Peça 'Dois Papas' explora polarização e diálogo no Rio" A peça "Dois Papas", dirigida por Munir Kanaan, estreia no Teatro TotalEnergies no Rio, apresentando Celso Frateschi e Zécarlos Machado. Inspirada no texto de Anthony McCarten, a trama imagina um encontro entre o Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco, explorando temas como polarização e diálogo. A montagem, elogiada por sua contemporaneidade e profundidade, desafia o público a refletir sem oferecer respostas prontas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O encontro nunca foi confirmado pela História. Mas é justamente da hipótese de uma conversa reservada entre o conservador Papa Bento XVI e o então cardeal Jorge Bergoglio, futuro Papa Francisco, que nasce “Dois Papas”, que estreia amanhã no Teatro TotalEnergies, na Glória. Com passagem por quatro cidades e prêmios na bagagem, a montagem dirigida por Munir Kanaan traz Zécarlos Machado e Celso Frateschi como protagonistas. Baseada no texto do neozelandês Anthony McCarten (que deu origem ao filme homônimo de 2019 dirigido por Fernando Meirelles), a peça acompanha a ida de Bergoglio ao Vaticano para pedir sua aposentadoria. Para sua surpresa, é chamado para uma conversa privada com Bento XVI, que cogita renunciar. Do embate entre duas visões de mundos, nasce uma discussão sobre poder, fé e o futuro da Igreja. — Além de atemporal, o texto é extremamente contemporâneo porque reflete o mundo polarizado em que vivemos — afirma Zécarlos Machado. — Embora haja muita fricção, o exercício da escuta e do diálogo acaba desarmando os dois lados. O ator busca romper com a imagem de Bento XVI no imaginário popular. Associado ao conservadorismo e a escândalos que marcaram seu papado, o pontífice surge em cena com diversas nuances. Frateschi também encontrou em Jorge Bergoglio um personagem complexo: — Ele se transforma, conversa, é bem-humorado, emotivo, passional e, ao mesmo tempo, sereno. Para o ator, o mérito da peça está em fugir de respostas prontas. Embora aborde temas delicados, como desigualdade social, guerras, celibato e escândalos, o texto prefere provocar reflexões a oferecer conclusões. — O forte do espetáculo é a discussão que gera e as questões que levanta sem pudor. Ele não ignora o período bélico que o planeta atravessa, nem a radicalização e a desigualdade social — diz. O diretor compartilha dessa visão. Não por acaso, escolheu os atores, a quem chama de “dois papas do nosso teatro”. Desde o início, sua preocupação foi evitar que a montagem fosse vista apenas sob uma perspectiva religiosa. — A religião é só o contexto. A peça é sobre a difícil arte de conversar quando ninguém quer abrir mão das próprias convicções — resume Kanaan. A montagem traz ainda um elemento ausente do filme: as irmãs Sofia e Brigitta (Carol Godoy e Eliana Guttman), que funcionam como contraponto aos protagonistas e ajudam a revelar aspectos de suas personalidades. Serviço Onde: Teatro TotalEnergies, Glória.Quando: de 12 de junho a 5 de julhoQue horas: Sex e sáb (exceto dias 13 e 19), às 20h. Dom, às 17h. Quanto: de R$ 50 (plateia B) a R$ 150 (plateia A).Classificação: 14 anos.
'Dois Papas' chega ao Rio com Celso Frateschi e Zécarlos Machado: 'texto reflete sobre o mundo polarizado em que vivemos'
Texto, que deu origem a filme de Fernando Meirelles, imagina um encontro entre o conservador Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco: 'a religião é só o contexto, é uma peça sobre a difícil arte de conversar', diz ator






