Durante o Prêmio da Música Brasileira, jornalista relembrou a forte amizade de infância com cantor Pedro Bial concede entrevista a DJ Zé Pedro — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Durante o Prêmio da Música Brasileira, Pedro Bial relembrou a forte amizade de infância com Cazuza. O jornalista destacou a saudade diária que sente do cantor. Na infância, os dois conseguiram entrevistar Vinicius de Moraes para um trabalho escolar. O poeta se encantou com os garotos e lhes ofereceu uísque. Bial recordou ainda que eles costumavam se encontrar pelas ruas do Rio de Janeiro sem marcar. Para ele, a obra do amigo continua muito necessária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Antes de subir ao palco e fazer uma das homenagens a Cazuza no 33° Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira nesta quarta-feira (10), deu tempo de Pedro Bial relembrar histórias de sua amizade desde a infância com Cazuza, homenageado da edição deste ano da premiação. O jornalista falou sobre a saudade que ainda sente do artista, que morreu em 1990. A entrevista, realizada pelo DJ Zé Pedro, foi transmitida na cobertura oficial do evento. Durante a conversa, Bial contou um episódio inusitado ocorrido quando os dois estudavam no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Segundo ele, uma atividade escolar levou a dupla a entrevistar ninguém menos que Vinicius de Moraes. Pedro Bial — Foto: Leo Martins “João Araújo, pai de Cazuza, conhecia o mundo artístico e intelectual todo e conseguiu uma entrevista com Vinicius de Moraes. Então fomos eu e Cazuza, a gente devia ter 12 ou 13 anos. Ele não gostava muito de criança, mas a gente conhecia alguns poemas dele e, quando ele percebeu, ficou encantado. E aí ele deu uísque para a gente. Essas coisas não se falam hoje em dia. Até o fim da vida, o João Araújo, quando se encontrava comigo, dizia assim: ‘Vocês voltaram bêbados da casa do Vinicius naquele dia’. E eu: ‘Voltamos’”, contou Bial sobre o episódio inusitado. Questionado por Zé Pedro sobre a relação com Cazuza, Bial afirmou que os dois não precisavam sequer se telefonar para se encontrar durante a juventude. “A gente se encontrava de madrugada, não precisava ligar. A gente se encontrava na rua”, contou o jornalista. “Eu lembro do Cazuza quase todo dia. Eu lembro bastante. Sempre com saudade, mas é tão bonita a permanência do Cazuza. E não só ele permanece, como fica cada vez mais preciso, necessário e presente”, continuou.