As indefinições no Oriente Médio continuam a impor volatilidade aos preços do petróleo, algo que afeta o consumo local e representa um problema para as empresas no curto prazo, afirma Rogério Poppe, CEO e responsável pela área de renda variável da ARX Investimentos, gestora com cerca de R$ 53 bilhões de recursos em fundos, que completa 25 anos em 2026.
"O preço do combustível aumentando, embora aqui no Brasil tenha aumentado de forma tímida, tem um potencial destruidor de demanda", diz ele em entrevista ao programa C-Level, que estreia a sua versão em São Paulo.
Nesta quarta (10), em dia marcado pela volta da troca de ataques entre Irã e EUA, o preço do barril Brent, referência mundial, subiu, fechando o dia em alta de 3,88%, cotado a US$ 95.
O gestor diz que, caso fosse mantido acima de US$ 100 o barril, o preço do petróleo imporia um risco de recessão global, algo que, no entanto, não compõe o seu cenário-base.
Ainda que não chegue aos US$ 100, a expectativa é que ele siga com um prêmio de US$ 10 a US$ 20 em comparação ao cenário traçado pela gestora no fim de 2015, que apontava para um barril em torno de US$ 60.














