Eleições 2026
Existe um fato que nenhuma decisão do recém-empossado presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, pode esconder: a candidatura do filho do ex-presidente foi para o brejo. O ministro (um dos dois da leva do mandato de Jair Bolsonaro à Suprema Corte) mandou tirar do ar pesquisa da AtlasIntel que registrava uma queda abrupta nas intenções de voto para o candidato Flávio Bolsonaro (PL), após os vazamentos que mostraram o envolvimento dele com o empresário Daniel Vorcaro, o artífice do maior golpe financeiro já aplicado nesse país.
A pesquisa Atlas, publicada no dia 19 de maio, foi suspensa nesta segunda, no dia 8 de junho. Em 11 dias, não apenas foi lida, mas reproduzida à farta. No dia 5 de junho, 17 dias depois, outra pesquisa – da Vox Brasil – confirmaria a tendência de esvaziamento da candidatura do filho de Jair. Em seguida, a pesquisa da Quaest acusaria a migração de uma leva de votos de Flávio para o grupo de indecisos. Os eleitores mostraram que o direito natural à sucessão do pai, arrotado pelo candidato do PL, não está imune a escândalos. Ou, pelo menos, não aos grandes escândalos.
Os movimentos do eleitor a partir das lambanças feitas por Flávio Bolsonaro – que ficou indelevelmente marcado não apenas por medidas comerciais dos EUA contra a economia brasileira, mas também por associar-se ao risco de ameaças futuras à soberania brasileira – tornaram o candidato do PL, primeiramente, refém dos demais postulantes de direita à Presidência.












