Atendendo a ponderações de emissários, o presidente Lula (PT) sinalizou a aliados que pretende receber o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após meses de distanciamento político.
Alcolumbre informou a interlocutores do presidente que queria encontrá-lo antes de destravar a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e proíbe a escala 6x1, de seis dias de trabalho para um de folga.
Lula vinha resistindo à ideia, incentivado até mesmo por pesquisas que apontam como eleitoralmente prejudicial a reaproximação com Alcolumbre. Auxiliares recomendaram, no entanto, que ele reate com o presidente do Senado, não apenas por causa da PEC 6x1, mas também para evitar a aprovação de pautas-bomba às vésperas do período eleitoral.
Alcolumbre tinha prometido aos líderes partidários que faria uma reunião com eles nesta semana para tratar do andamento da PEC, mas o encontro não foi marcado. Ele também cancelou duas reuniões com o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o senador Otto Alencar (PSD-BA), em que seria debatido o nome do relator e o calendário de tramitação.
Na noite desta terça (9), Alcolumbre fez um jantar sigiloso com parte da cúpula da oposição no Senado e empresários como os presidentes da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, e da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci.









