"Dados do Tela Brasil mostram que a população adora o cinema nacional e serão essenciais para uma regulamentação que protege nossas propriedades intelectuais", diz a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, sobre a relação entre a plataforma pública e o PL do streaming, hoje parado no Senado.O projeto diz respeito à regulamentação dos serviços de vídeo sob demanda, que atuam no Brasil há anos sem pagar a Condecine, a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, como muitos no setor desejam.
Nos primeiros três dias desde que foi disponibilizado, o Tela Brasil registrou 2,4 milhões de visualizações, e a expectativa é de que a audiência cresça consideravelmente após o dia 30 deste mês, quando o serviço gratuito chegará aos celulares.
Orçado em R$ 9 milhões, o Tela Brasil já reúne 556 títulos. Os custos, afirma Gonzaga, contemplaram um edital de licenciamento de filmes, a aquisição de 19 títulos que tentaram uma vaga no Oscar —entre eles, só o desenho "O Menino e o Mundo" foi indicado—, a interface desenvolvida pela Universidade Federal do Alagoas (UFAL) e uma consultoria contratada via OEI, a Organização dos Estados Ibero-Americanos.
O catálogo chama a atenção pela amplitude histórica. Isso porque vai de curtas institucionais da década de 1910 até obras contemporâneas, como o documentário "Audição", de 2023, passando por clássicos como "A Hora da Estrela", hoje entre os mais vistos do serviço.










