Foi no Rio2C, um evento de perfil internacional, que costuma contar com os grandes players do entretenimento, e não em um dos muitos festivais dedicados ao cinema brasileiro, que o governo federal apresentou, no sábado 30, a plataforma Tela Brasil.
No mesmo espaço em que Globo, Netflix, Disney, YouTube e Warner Bros. discutiram os rumos do audiovisual, o presidente Lula criticou o mero consumo de “enlatados” (estrangeiros) e vinculou a importância do novo serviço público de streaming à possibilidade de compreensão do País.
“Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”, perguntou. “O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos.”
A presença de Lula contribuiu para dar visibilidade a um projeto que tem entre seus desafios, justamente, a visibilidade. Será que as pessoas vão acessar a Tela Brasil e, acessando, a ela voltarão? A barreira tecnológica, a julgar pelos primeiros dias de funcionamento, foi transposta. O acesso é simples, por meio de um login no gov.br, e a navegação é amistosa. A limitação é o fato de a tecnologia rodar apenas em versão web. Segundo o Ministério da Cultura (MinC), em 30 dias haverá um aplicativo para celular.















