Alvos das sanções facilitaram compras de armas para o Exército iraniano e operaram rede bancária clandestina do país Membro da Guarda Revolucionária monta guarda durante uma reunião anti-israelense na praça Felestin (Palestina) — Foto: AP Photo/Vahid Salemi O governo dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira que está impondo sanções contra 11 pessoas e entidades, incluindo várias sediadas na China e em Hong Kong, por apoiarem a aquisição de armamentos pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e pelas Forças Armadas iranianas. Nove dos alvos das sanções são indivíduos e empresas sediados na China e em Hong Kong que facilitaram a compra de armas para o Exército iraniano, além de uma empresa baseada em Hong Kong que operava dentro da rede bancária clandestina do Irã, informou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, em comunicado. O Departamento de Estado dos EUA também sancionou duas empresas e indivíduos sediados no Irã e em Belarus, em razão de seu envolvimento com atividades relacionadas ao programa de armamentos convencionais iraniano, informou o Tesouro. Os EUA aplicam as chamadas sanções secundárias contra empresas, bancos e indivíduos estrangeiros que mantêm relações comerciais com entidades iranianas incluídas em listas de restrições americanas. Na prática, essas medidas podem limitar o acesso dessas organizações ao sistema financeiro dos EUA e ao mercado internacional. Washington frequentemente impõe sanções a redes internacionais — incluindo empresas e intermediários sediados na China e em Hong Kong — acusadas de facilitar a compra de armamentos pelo Irã ou de viabilizar transações financeiras consideradas ilícitas pelas autoridades americanas.