Gerando resumoO presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier, fez duras críticas à reforma tributária que entrou em vigor neste ano e deve ser concluída em 2033. Segundo ele, a medida deve onerar as companhias aéreas com o aumento substancial de tributos. Somente a Latam, conforme o executivo, deve repassar ao fisco R$ 6 bilhões ante R$ 2 bilhões pagos até o ano passado.PUBLICIDADE“A reforma tributária vem para onerar o setor de uma forma incrível. Só para Latam, por exemplo, vão ser três vezes mais impostos pagos versus hoje. E não é a Latam que paga, é o cliente que voa com a Latam que vai pagar isso”, disse o executivo durante o Seminário Lide Turismo realizado em São Paulo nesta quarta-feira, 10.Segundo ele, as companhias aéreas hoje trabalham com o curto prazo e cada uma olhando para o seu negócio. “Somos bons gestores, mas não somos bons como setor. Não conseguimos convencer o governo de que essa reforma é perversa para as empresas. Não queremos redução de impostos, queremos que continue como está. Está muito difícil, não estou otimista com essa discussão, e espero que encontremos um caminho para não ser um desastre para o setor de turismo. Dizem que somos um cartel. Como, se todas as empresas que operam no Brasil quebraram, entraram em RJ?”O presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier Foto: Felipe Rau/EstadãoCadier também falou do aumento dos custos com o combustível por causa da guerra no Oriente Médio. Para ele, a liberação dos recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), de R$ 5,5 bilhões em 2026, pode ajudar o setor a passar pela crise do combustível.PublicidadeLeia tambémAéreas vão perder 10 milhões de passageiros em 2026 com alta nos combustíveis, diz CEO da AzulAviação estagnou e hoje compete com as bets, diz presidente da GolGol, Azul e Latam pedem acesso à linha de crédito de R$ 5,5 bi do Fundo Nacional de Aviação Civil“A utilização do Fnac para ajudar as empresas nesta crise do aumento do custo do combustível, que é muito forte. É uma muito boa ideia, e torcemos para que isso seja regulamentado e implementado no curto prazo”, disse.Segundo ele, atualmente as empresas estão pagando quase o dobro do preço do combustível do ano passado, e isso o fez repensar a operação para mitigar a alta dos custos. “Você repensa onde você vai voar, quantas frequências você faz para determinada cidade, e você repensa o teu preço também, porque você precisa compensar parte desse aumento”, afirmou. “A Latam continua crescendo versus o ano passado, mas crescendo um pouco menos, repensando frequências. Ainda não tiramos nenhuma rota, mas os preços vêm subindo para compensar a parte desse efeito.”
Reforma tributária é perversa para as companhias aéreas, diz presidente da Latam Brasil
Segundo Jerome Cadier, companhia irá pagar três vezes mais impostos do que hoje: ‘É o cliente que voa com a Latam que vai pagar isso’












