Em meio à forte reprecificação global de juros, o Bank of America (BofA) afirma que rebaixou as ações brasileiras de “overweight” (equivalente a compra) para “marketweight” (equivalente a neutra). Para a equipe do banco, liderada por David Beker, o ciclo de corte de juros no Brasil parece mais “desafiador” e “limitado” agora, o que remove um importante catalisador doméstico para a bolsa local, ao mesmo tempo em que a volatilidade com a corrida eleitoral tende a aumentar no decorrer dos próximos meses. Em relatório, os profissionais observam que os economistas do banco agora veem a Selic em 14,25% no fim deste ano, contra 13,25% esperados anteriormente, o que implicaria apenas mais um corte de juros em junho, seguido por um longa pausa. “Os riscos de inflação permanecem inclinados para cima em meio à desvalorização do real, enquanto a volatilidade relacionada às eleições está aumentando”, ponderam. Ao mesmo tempo, a equipe do banco observa que a perspectiva de lucro das companhias tende a ser mais “fraca”. Os profissionais afirmam que ainda veem oportunidades, mas de forma seletiva. “Nossos bancos selecionados estão bem-preparados para um ambiente de crédito em deterioração e risco de lucros mais baixos em meio a um ambiente de Selic mais alta por mais tempo”, destacam. Entre as preferências estão nomes como Bradesco, Itaú Unibanco e BTG Pactual. Já no setor de serviços públicos, a equipe do BofA conta que substituiu Copel pela Equatorial, de olho em um “valuation” mais atrativo e em opções de alocação de capital. A casa também informou que removou os papéis da Sabesp, diante da falta de gatilhos de curto prazo, além de Ecorodovias e Anima, já que ambas ficaram menos atrativas em um cenário de juros mais altos por um período prolongado.
BofA rebaixa ações brasileiras diante de ciclo ‘limitado’ e ‘desafiador’ de cortes da Selic
Equipe do banco, liderada por David Beker, aponta ainda que a volatilidade com a corrida eleitoral tende a aumentar no decorrer dos próximos meses









