Morreu na última terça-feira (9) o diretor de arte e cenógrafo Tulé Peake, aos 69 anos, no Rio de Janeiro. Nome respeitado no meio do cinema, ele trabalhou em filmes de sucesso como "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite".
Peake nasceu em São Paulo, em 1957, e se formou em arquitetura antes de começar a trabalhar com publicidade na década de 1970. Ele assinou a cenografia e direção de arte de milhares de comerciais e também passou por emissoras de TV na década seguinte.
No cinema, ele começou a atuar com o filme "Os Matadores", de Beto Brant, lançado em 1997. Desde então, acumulou no currículo trabalhos em títulos como "Domésticas", de 2001, "Casa de Areia", de 2005, "O Maior Amor do Mundo", de 2006, "Ensaio Sobre a Cegueira", de 2008, "A Suprema Felicidade", de 2010, e "Serra Pelada", de 2013, além dos clássicos já citados de Fernando Meirelles e José Padilha.
Nos últimos anos, Peake passou a trabalhar com séries de TV e streaming. Assinou direção de arte e cenografia, ou os dois, em produções do Globoplay como "Betinho – No Fio da Navalha", a quinta temporada de "Arcanjo Renegado" e "O Jogo que Mudou a História". Também em títulos da HBO, como as duas primeiras temporadas de "Pico da Neblina" e "A Névoa" (HBO), e da Globo, como "Nada Será Como Antes " e "Malasartes e o Duelo com a Morte".












