Cineasta baiano atuou como subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, no governo Benedita da Silva Orlando Senna, diretor de 'Iracema: uma transa amazônica' e ex-secretário do Audiovisual — Foto: Ana Branco / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O cineasta baiano iniciou sua carreira em 1962 e escreveu roteiros para grandes diretores nacionais. Ele também lecionou cinema em Cuba durante anos. Além da atuação artística, Senna presidiu a Empresa Brasil de Comunicação e coordenou a criação da TV Brasil. Sua morte foi confirmada por familiares nas redes sociais. Seu filme mais famoso, "Iracema", misturava ficção e documentário para denunciar problemas na Amazônia. A obra chegou a ser perseguida pela ditadura militar brasileira. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cineasta e gestor cultural Orlando Senna faleceu nesta terça-feira (9), aos 86 anos. A notícia foi confirmada por Indra Rocha, sobrinha de Orlando, e compartilhada nas redes do realizador baiano. A causa da morte não foi informada. "É com imensa tristeza que comunico o falecimento do meu querido tio, Orlando Senna. Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos. Quem teve a oportunidade de conhecê-lo sabe da sua doçura, do seu humor, da sua inventividade e da forma positiva com que enxergava a vida e as pessoas", destacou post de Rocha. No último domingo, Senna acompanhou sessão de cinema no CCBB/RJ, onde tirou uma foto ao lado do amigo Antônio Pitanga. Baiano de Afrânio Peixoto, Orlando Senna dirigiu ao lado de Jorge Bodansky o clássico do cinema nacional "Iracema - Uma transa amazônica" (1975). O longa acompanha um caminhoneiro (Paulo César Peréio) que trafega pela Transamazônica, a grande rodovia do Brasil que atravessa a floresta amazônica, conhece uma prostituta (Edna de Cássia) e aos poucos percebe os problemas daquela região. Senna estreou no cinema como assistente de Roberto Pires em "Tocaia no asfalto" (1962). Ainda na Bahia, dirigiu seus primeiros curtas e peças de teatro. Ele atuou na Escola de Teatro de Salvador e no Centro Popular de Cultura até se mudar para o Rio de Janeiro no final dos anos 1960. A estreia em longas metragens acontece com "A construção da morte" (1969), mas seria com "Iracema", misto de ficção e documentário que foi perseguido pelo governo militar, que o cineasta escreveu seu nome no audiovisual nacional. Nos anos seguintes, dirigiu "Gitirana" (1976) e "Diamante bruto" (1977), além de escrever roteiros para renomados cineastas, como Hector Babenco ("O rei da noite", de 1975), Geraldo Sarno ("Coronel Delmiro Gouveia", de 1977) e Ruy Guerra ("Ópera do malandro", de 1985). Em 1987, Senna codirigiu com o cubano Santiago Alvarez o documentário "BrasCuba". Ele intensificaria sua relação com o país nos anos seguintes ao trabalhar como professor e diretor da Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños. Além dos trabalhos como diretor, Senna foi importante nome nas políticas públicas para o audiovisual no Brasil. Em 2002, foi subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, no governo Benedita da Silva. No ano seguinte, assumiu a função de secretário do Audiovisual no Ministério da Cultura comandando por Gilberto Gil no primeiro mandato do presidente Lula. Entre 2007 e 2008, foi diretor geral da Empresa Brasil de Comunicação, coordenando o desenvolvimento da TV Brasil. Orlando Senna foi casado com a atriz e documentarista Conceição Senna, falecida em 2020.
Morre Orlando Senna, diretor de 'Iracema - Uma transa amazônica' e ex-secretário do Audiovisual, aos 86 anos
Cineasta baiano atuou como subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, no governo Benedita da Silva








