Um juiz dos Estados Unidos concedeu aprovação preliminar ao acordo revisado de US$ 38 bilhões (R$ 196,53 bilhões) entre a Visa e a Mastercard com os comerciantes que acusaram as redes de cartões de cobrar taxas excessivas pelo processamento de pagamentos com seus cartões de crédito.
O juiz federal Brian Cogan, do distrito de Brooklyn, em Nova York, afirmou que o acordo, que abrange mais de 12 milhões de comerciantes, era "justo, razoável e adequado", e que provavelmente concederia a aprovação final.Cogan proferiu a decisão na terça-feira (9), quase dois anos depois que outro juiz rejeitou um acordo proposto de US$ 30 bilhões por considerá-lo insuficiente. Alguns grupos, incluindo a National Retail Federation, a maior associação do setor de varejo do mundo, também se opuseram ao novo acordo e planejam novas contestações.
O acordo anunciado em novembro tinha como objetivo encerrar o litígio iniciado em 2005, quando os comerciantes acusaram a Visa, a Mastercard e os bancos de conspirarem para violar as leis antitruste dos EUA, inclusive por meio da cobrança de "taxas de transação".TAXAS DE TRANSAÇÃO SERIAM REDUZIDAS
Também conhecidas como taxas de intercâmbio, as taxas de transação totalizaram US$ 118,8 bilhões (R$ 614,41 bilhões) para a Visa e a Mastercard nos EUA em 2025, um aumento em relação aos US$ 111,2 bilhões em 2024 e aos US$ 25,6 bilhões em 2009, informou a Merchants Payments Coalition. A taxa média foi de 2,36%.












