O Brasil tinha, em 2024, 191 mil empresas de construção, que empregavam 2,5 milhões de pessoas. Ao todo, o valor gerado em incorporações, obras e/ou serviços da construção pelo setor atingiu R$ 522,5 bilhões, a preços nominais. Os dados são Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na pesquisa, o setor de construção está dividido em três segmentos: obras de infraestrutura, construção de edifícios e serviços especializados para construção. Em termos de valor, os dois primeiros têm participação próxima no total, com 38,4% e 38,1%, respectivamente. O terceiro representa 23,5% do valor total. Na análise por geração de vagas, no entanto, a construção de edifícios lidera com 894,8 mil, ou 35,7%, seguida por serviços especializados de construção – 860 mil ou 34,4% – e obras de infraestrutura – 748,8 mil ou 29,9%. No ano, as 191 mil empresas pagaram R$ 95,6 bilhões em salários, em valores nominais de 2024. A edição de 2024 da PAIC traz uma nova metodologia e por isso os dados não podem ser comparados com anos anteriores, o que provoca uma quebra da série histórica da pesquisa, iniciada em 2007. As empresas da indústria da construção tiveram remuneração média mensal de 2,1 salários mínimos em 2024. Nas obras de infraestrutura, essa média é maior, de 2,6 salários mínimos. As remunerações são menores em construção de edifícios (1,8 salário mínimo, em média) e em serviços especializados de construção (1,9 salário mínimo). Pela pesquisa, o valor dos bens de construção atingiu R$ 369 bilhões em 2024. A construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de artes especiais representou 22,8% do total, as obras residenciais responderam por 22,2%. Os serviços especializados em construção vieram em seguida, com 19,2%. Do total gerado pela indústria da construção, 33% tiveram como origem a demanda pelo setor público. No segmento de obras de infraestrutura, a participação do setor público chegou quase a metade (48,2%) do valor gasto. “Os números permitem ver como o setor público é importante no segmento de obras de infraestrutura”, afirma o gerente da pesquisa, Marcelo Miranda. A região Sudeste concentrou a maior participação tanto no emprego quanto no valor gerado pela indústria da construção, respondendo por 50% do pessoal ocupado e 49,4% do valor total das incorporações, obras e serviços da construção. Pela nova metodologia, a PAIC agora contabiliza as empresas que aparecem como ativas pelo registro do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal. Até 2023, a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) tinha uma informação sobre a atividade das empresas, mas foi descontinuada com a substituição pelo e-social.