A retomada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã pesa sobre as bolsas globais nesta quarta-feira, antes da divulgação dos dados de inflação americanos. Após o presidente Donald Trump afirmar que um acordo com Teerã seria firmado em “dois ou três dias”, Washington atacou sistemas de defesa iranianos em resposta a uma suposta agressão do país a um helicóptero americano, reacendendo as tensões no Oriente Médio. A troca de ataques, uma das mais significativas desde o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril, levam o petróleo a subir mais de 1%, enquanto investidores adotam uma postura cautelosa diante do risco de novas escaladas. Além da questão geopolítica, o mercado acompanha os desdobramentos da inflação global e a consequente reprecificação dos juros. Crescem entre os agentes financeiros as preocupações de que o Banco Central brasileiro possa não apenas interromper o ciclo de flexibilização monetária, mas voltar a elevar a Selic. Nesse contexto, os investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio nos Estados Unidos, que, segundo participantes do mercado, pode ultrapassar 4% pela primeira vez desde 2023. Um resultado mais forte tende a pressionar especialmente as ações de tecnologia, após o “sell-off” observado na semana passada. Os ativos brasileiros também podem registrar forte volatilidade ao longo da sessão. Na véspera, mesmo com o alívio temporário das tensões no Oriente Médio, os juros futuros e o dólar encerraram praticamente estáveis, sem recuperar as perdas recentes decorrentes do estresse observado nos mercados de renda fixa e câmbio. O Ibovespa, por sua vez, avançou 0,68%, aos 169.813 pontos, após uma sequência de sessões negativas. No cenário doméstico, os investidores também monitoram os desdobramentos eleitorais. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Brancos e nulos somam 14%, enquanto os indecisos representam 4%. 10/06/2026 08:23:37
Manhã no mercado: Escalada da tensão entre EUA e Irã reacende aversão a risco antes do CPI americano
Crescem entre os agentes financeiros as preocupações de que o Banco Central brasileiro possa não apenas interromper o ciclo de flexibilização monetária, mas voltar a elevar a Selic






