A Justiça Federal do Rio condenou um delegado da Polícia Federal a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, por supostamente ter recebido, em 2017, propina para usar sua influência para encerrar uma investigação da PF contra um advogado.
Segundo as investigações, Lorenzo Pompílio da Hora teria recebido um veículo Fusion Titanium, à época avaliado em 70 mil reais, e que foi colocado em nome de laranjas.
Na sentença, a juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, ressaltou que o interrogatório Pompílio da Hora foi ‘rico em contradições’. A magistrada permitiu que o delegado recorra da decisão em liberdade e decretou a perda do cargo público a partir do entendimento de que “os crimes praticados pelo condenado demonstram uma verdadeira incapacidade moral para o exercício da função pública”.
No mesmo processo, foram condenados o advogado Marcelo Guimarães, que deu o carro ao delegado, e o motorista dele, Luis Henrique do Nascimento Almeida. Embora tenham sido condenados a 3 anos de reclusão, ambos fecharam acordo de delação premiada e tiveram as penas de prisão convertidas em prestação de serviços comunitários.
Segundo denúncia do Ministério Público, o esquema criminoso funcionou na Superintendência da PF do Rio de 2013 a 2017. De acordo com as investigações, as práticas criminosas consistiam em abordar empresários investigados em inquéritos policiais em curso no Núcleo de Repressão a Crimes Postais, ou empresários cujas empresas haviam sido citadas nas investigações, e solicitar propina para favorecer os investigados na apuração em curso ou evitar que a empresa e seus representantes fossem alcançados pelas apurações.







