Viveu-se uma noite de tensão e violência esta terça-feira em Belfast, na Irlanda do Norte, na sequência de motins que juntaram centenas de pessoas e tiveram como alvo migrantes e minorias. Com balaclavas a ocultar a identidade, os manifestantes incendiaram caixotes, carros e um autocarro. O The Guardian chega mesmo a descrever ataques a casas de pessoas de minoria étnica, dando conta de mensagens anti-islâmicas grafitadas nas paredes da cidade. Os motins continuaram pela madrugada de quarta-feira.Na origem da revolta está à detenção de um sudanês por um esfaqueamento ocorrido num bairro residencial de Belfast. O caso atraiu a atenção nacional devido à divulgação online de vídeos explícitos do ataque e o envolvimento de um imigrante, o que levou a críticas de alguns partidos políticos.A polícia informou que a vítima foi levada para o hospital na noite de segunda-feira com ferimentos graves no rosto, pescoço e costas. Segundo as autoridades, o alegado autor, na casa dos 30 anos, foi detido por suspeita de tentativa de homicídio e permanece sob custódia após ter sido encontrada uma faca de cozinha no local.
Centenas de pessoas participaram nos motins
Isabel Infantes/Reuters
Numa mensagem na rede social X, Keir Starmer condenou o ataque como "repugnante" e afirmou que não tolerava "cenas de violência abomináveis como esta". O seu porta-voz afirmou que "é hora de manter a calma", acrescentando que "é importante que a polícia tenha tempo e espaço para investigar adequadamente".A polícia está a tentar determinar o motivo, mas não havia informações que sugerissem que o ataque estivesse relacionado com terrorismo, disse Ryan Henderson, subcomissário-chefe do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte.O responsável acrescentou que a polícia não procurava mais ninguém ligado ao ataque.











