A Rússia será uma das ausências da Copa do Mundo de 2026. Diferentemente de seleções que fracassaram dentro de campo durante as eliminatórias, como é o caso da Itália, os russos não puderam disputar uma vaga no torneio que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. Desde o início da Guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, a Fifa e a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) anunciaram a suspensão de clubes e seleções russas de todas as competições internacionais organizadas pelas entidades. Isso significa que, além das sanções que envolvem todas as seleções russas, principais e de base, masculinas e femininas, os clubes russos também não podem disputar competições como Champions League, Europa League e Conference League, desde 2022. Não há previsão para uma revisão das medidas impostas contra o Kremlin, uma vez que a Guerra na Ucrânia continua até os dias de hoje. “O futebol está totalmente unido e em plena solidariedade com todas as pessoas afetadas na Ucrânia. Ambos os presidentes (da Fifa e Uefa) esperam que a situação na Ucrânia melhore de forma significativa e rápida, para que o futebol possa voltar a ser um vetor de união e paz entre os povos”, publicou a Fifa, em nota de 2022. A decisão retirou a Rússia da repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, competição que foi disputada no Catar. Na ocasião, os russos enfrentariam a Polônia por uma vaga na fase final, mas acabaram excluídos antes mesmo da partida acontecer, o que configurou vitória por W.O para os poloneses. Desde então, a punição foi mantida, e os russos estiveram fora da Eurocopa de 2024, da Liga das Nações (2024–2025) da Uefa, e também não vão participar da Copa do Mundo de 2026. A Rússia não parou completamente de jogar futebol internacional, pois disputou partidas amistosas contra nações não ocidentais, sem precisar da permissão das entidades que a sancionaram. Em fevereiro deste ano, porém, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu a volta da Rússia ao futebol mundial. Ele afirmou que "essa proibição não alcançou nada" e "apenas criou mais frustração e ódio". “Precisamos [avaliar a volta da Rússia], definitivamente, porque a proibição não surtiu efeito algum. Permitir que meninas e meninos da Rússia joguem futebol em outras partes da Europa ajudaria", afirmou em entrevista à uma rede de televisão do Reino Unido, a Sky Sports. Em resposta, o ministro dos Esportes da Ucrânia, Matvii Bidnyi, disse em uma postagem nas redes sociais: “As palavras de Gianni Infantino soam irresponsáveis, para não dizer infantis. Eles dissociam o futebol da realidade em que crianças estão sendo mortas." "Gostaria de lembrar que, desde o início da agressão em larga escala da Rússia, mais de 650 atletas e treinadores ucranianos foram mortos pelos russos. Entre eles, mais de cem jogadores de futebol", completou o ministro. Ainda em 2025, em um episódio peculiar, Donald Trump também chegou a sugerir que a Rússia deveria voltar à Copa. O presidente dos EUA só descobriu que a Rússia não pode participar da edição de 2026 após uma pergunta feita por um jornalista em coletiva de imprensa na Casa Branca, ao lado do presidente da Fifa. Surpreso, Trump questionou Infantino: "Eu não sabia disso. É mesmo?". “Eles estão proibidos de jogar por enquanto, mas esperamos que algo aconteça e que a paz se estabeleça para que a Rússia possa ser readmitida”, respondeu Infantino. Trump então sugeriu a participação da Rússia na Copa do Mundo de 2026 como “um incentivo para a paz” no conflito com a Ucrânia. *Estagiário sob supervisão de Diogo Max
Por que a Rússia está fora da Copa do Mundo de 2026
Fora da Eurocopa, da Liga das Nações e agora da Copa do Mundo, a seleção russa segue afastada das competições oficiais organizadas pela Fifa













