O duradouro mistério da queda na fertilidade tem um novo culpado: o smartphone.

Especialistas há muito se perguntam se os celulares tiveram um papel na queda da taxa de natalidade —que começou em 2007, o mesmo ano em que a Apple lançou o iPhone—, mas até agora não havia evidências concretas para comprová-lo.

Dois novos artigos, um publicado na segunda-feira (8) e outro em maio, são as primeiras iniciativas acadêmicas que testam se o smartphone é uma das causas do fenômeno populacional.

Caitlin Myers, economista do Middlebury College, e Ezekiel Hooper, seu aluno, analisaram os dados do início da distribuição do iPhone nos Estados Unidos. Ela começou em junho de 2007 e durante os primeiros anos, até 2011, estava restrita à operadora da marca AT&T.

Por isso, os pesquisadores compararam dados de fertilidade entre condados com cobertura quase universal da AT&T e aqueles com pouca ou nenhuma cobertura —onde, portanto, era mais difícil ter um iPhone.