Mais de 55 mil torcedores comparecem ao jogo, mas seleção feminina não consegue lidar com intensidade americana e sofre emocionalmente na reta final do jogo Brasil e Estados Unidos, em amistoso na Arena Castelão — Foto: Reprodução / TV Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 23:48 Brasil perde para EUA em amistoso marcado por expulsões e tensão Em amistoso na Arena Castelão, Brasil foi derrotado pelos EUA por 1 a 0, com gol contra de Isabela. O jogo, marcado por tensão e quatro expulsões, contou com grande presença de torcida, mas a seleção brasileira não resistiu à intensidade americana. Marta voltou a campo, mas não conseguiu mudar o resultado. O técnico Arthur Elias e membros da comissão técnica foram expulsos por reclamações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com mais de 55 mil pessoas na Arena Castelão, em Fortaleza, cantando alto o hino nacional, a torcida brasileira repetiu o clima de final de Copa no segundo amistoso entre o Brasil e Estados Unidos, nesta terça-feira. Assim como no primeiro jogo, as americanas abriram o placar (com gol contra de Isabela), mas desta vez a seleção do técnico Arthur Elias não conseguiu a virada e perdeu a partida por 1 a 0. A pressão do jogo na reta final fez o Brasil se perder em reclamações. Além de Bia Zaneratto ser expulsa, o técnico e mais dois membros da comissão técnica receberam cartão vermelho por reclamação. Tarciane também recebeu o vermelho por uma cotovelada em rival nos últimos momentos do jogo. Até mesmo após o apito final, Kerolin e Ludmila também foram expulsas por ironizar decisões da arbitragem. O JOGO Além do clima tenso, a marcação alta de ambos os lados fez as duas seleções atuarem com pequena margem de erro. A etapa inicial foi recheada de confrontos físicos pela posse de bola no meio de campo, mas poucas construções a partir de passes. Os elencos prezaram pelas ligações diretas para as atacantes disputarem na velocidade contra as defensoras. O Brasil não conseguiu encontrar grandes oportunidades jogando desta forma. Para piorar, além da dificuldade de superar a marcação, a equipe perdeu um dos destaques do ataque. Dudinha deixou o campo de maca e chorando com fortes dores no joelho direito após uma queda, em dividida com Sonnett. Ela foi substituída pela experiente Bia Zaneratto. O lance esfriou o jogo e na volta o Brasil até conseguiu fazer um gol em cruzamento na àrea, mas Isa Haas, que marcou de cabeça, estava em posição irregular no momento da finalização e o lance foi anulado. Se o ataque não apareceu na primeira etapa, ao menos o Brasil pôde contar com a goleira Lorena. Com marcações encaixadas, a primeira grande oportunidade só aconteceu aos 20 minutos do jogo, após a zagueira brasileira Isa Haas perder um embate com a atacante americana Wilson, que bateu desmarcada para a defesa da goleira Lorena. Mas foi nos acréscismos do primeiro tempo a arqueira fez a torcida vibrar como em um gol. Primeiro, Sears invadiu a área pela esquerda do ataque e finalizou forte, mas parou em bela defesa de Lorena, que fez milagre na sobra, ao pegar um chute à queima roupa, batido por Wilson. Ainda assim, Wilson parecia predestinada ao gol. E após tanta insistência, ela conseguiu superar a Lorena no segundo tempo, contando com um desvio em Isabela para tirar a arqueira do lance. A atacante americana teria marcado nos dois duelos, mas a arbitragem assinalou o gol contra da brasileira. O gol deixou o jogo mais aberto para as visitantes, que voltaram ao ataque com muito mais espaço e sempre em superioridade numérica. mas Moultrie e X perderam as oportunidades de frente com a goleira. Marta volta a campo Emocionalmente abalado, o Brasil não conseguiu se recuperar do baque, nem mesmo com as mudanças de Arthur Elias. O próprio, também demonstrou irritação e foi expulso por reclamação, assim como outros dois auxiliares da comissão técnica. Antes de deixar o campo, o técnico ainda organizou a entrada de Marta. A rainha, retornando após um edema na posterior da coxa esquerda, saiu do banco para voltar a enfervecer o estádio, que estava em silêncio. No entanto, nem mesmo a oito vezes melhor do mundo, foi capaz de mudar o ritmo do jogo, que permaneceu sob comando dos Estados Unidos até o apito final. Deixando empatado o placar agregado dos amistosos em 2 a 2.