A partilha do fundo eleitoral tem gerado apreensão no PL sobre o investimento em campanhas de deputados federais. A sigla terá R$ 881,6 milhões, a segunda maior fatia no ranking, mas lideranças se preocupam com a concentração dessa verba diante da prioridade das candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e também de senadores.

Caciques do PL olham com atenção para a federação União Progressista. A aliança do PP com o União Brasil concentra a maior parte do fundo eleitoral, com R$ 943,3 milhões. Diferentemente da sigla de Jair Bolsonaro, porém, esse "superpartido" do centrão vai priorizar a eleição de deputados federais e planeja gastar pelo menos R$ 400 milhões somente para aumentar sua bancada na Câmara.

União Brasil e PP hoje somam 98 deputados e, com a federação, vão funcionar como um só partido no pleito deste ano. Esse modelo de aliança facilita a eleição de deputados, pois o número de eleitos para a Câmara e Assembleias Legislativas é feito no sistema proporcional, com divisão de vagas por votos que cada legenda recebe.

O PL ocupa 97 cadeiras na Câmara e pretende eleger 115 representantes na Casa este ano. Essa vontade, porém, precisará ser conciliada inicialmente com Flávio Bolsonaro. O partido faz uma estimativa inicial de investimento na candidatura presidencial na casa dos R$ 120 milhões.