Texto assinado no ano passado no Rio ainda precisa passar pelo Senado O plenário da Câmara durante votação — Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 21:56 Câmara aprova acordo de livre comércio Mercosul-EFTA; Senado avaliará A Câmara dos Deputados aprovou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA, composta por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O acordo, assinado no Rio em 2025, ainda precisa passar pelo Senado. Ele prevê isenção de tarifas para 97% das transações do Brasil com a EFTA e amplia o livre comércio, beneficiando diversos setores, incluindo o agrícola e industrial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o acordo de livre comércio assinado entre os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O texto segue para votação no Senado. A EFTA é uma organização comercial e de livre comércio criada em 1960. Juntos, os quatro países do grupo possuem uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de 1,4 trilhão de dólares, sendo um dos maiores PIBs per capita do mundo. Assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, o acordo é dividido em 16 capítulos e abrange comércio de bens, defesa comercial, salvaguardas, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, desenvolvimento sustentável, solução de controvérsias e disposições institucionais. Está prevista isenção de tarifas para aproximadamente 97% das transações do Brasil com a EFTA e redução gradual das tarifas para cerca de 1,2%. Produtos agrícolas como laticínios, chocolates e fórmulas para alimentação infantil foram incluídos sob a forma de quotas tarifárias. Do lado da EFTA, os países eliminarão 100% das tarifas de importação nos setores industriais e pesqueiro já na entrada em vigor do acordo. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros chegará a quase 99% do valor exportado. O Brasil ainda poderá se beneficiar de quotas agrícolas oferecidas por Suíça, Liechtenstein e Noruega para produtos como carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, entre outros.