A Comissão Europeia ordenou que a Meta restaure o acesso ao WhatsApp para grupos de tecnologia rivais que estão desenvolvendo assistentes de IA (inteligência artificial). O órgão argumenta que a ação emergencial é necessária para impedir que a concorrência seja prejudicada antes da conclusão de uma investigação antitruste completa.

A decisão marca uma das primeiras grandes intervenções de Bruxelas na concorrência no mercado de agentes autônomos alimentados por modelos de IA, que está em rápido desenvolvimento.A investigação sobre o WhatsApp está enquadrada nas leis antitruste tradicionais, e não na Lei dos Mercados Digitais, a legislação histórica da UE criada para combater o domínio das grandes plataformas online. Casos antitruste geralmente levam mais tempo.

"Em mercados que evoluem rapidamente, a concorrência pode ser perdida muito antes de uma decisão final ser adotada", disse a chefe de concorrência da UE, Teresa Ribera, nesta terça-feira (9), enfatizando que a decisão preservou "a escolha dos cidadãos em toda a Europa sobre os assistentes de IA que desejam usar com o WhatsApp, sem que essa decisão seja tomada por eles".

Ela acrescentou: "Não podemos permitir que grandes empresas digitais estabelecidas alavanquem sua dominância do passado".