Uma casquinha que insiste em voltar, uma ferida que não cicatriza ou uma certa aspereza podem até parecer sinais inofensivos, mas merecem atenção. Isso porque podem indicar câncer de pele não melanoma, o mais frequente no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os carcinomas basocelular e espinocelular, tipos mais comuns, são responsáveis por cerca de 177 mil novos casos da doença por ano no país.

Ao contrário do melanoma, que costuma concentrar mais atenção por ser o tipo mais agressivo, os tumores de pele não melanoma, embora apresentem baixa letalidade, podem evoluir de maneira silenciosa e causar danos importantes quando o diagnóstico é tardio. Isso ocorre porque eles podem crescer localmente, comprometer tecidos vizinhos e exigir procedimentos mais extensos, especialmente quando surgem em áreas expostas, como rosto, couro cabeludo, orelhas e mãos.

Para o dermatologista Dr. Matheus Rocha, o erro mais comum é achar que só lesões muito escuras ou com aparência mais agressiva merecem preocupação. “Muita gente não relaciona câncer de pele a uma ferida que não cicatriza, a uma crosta recorrente ou a uma área áspera que sangra de vez em quando. Como essas lesões nem sempre doem no começo, é comum que a pessoa observe por semanas ou meses antes de procurar ajuda”, afirma.