Embora muitas postagens nas redes sociais possam dizer o contrário, a vagina não precisa de perfume, iogurte, alho, nem probiótico genérico. Muitos produtos vendidos para "cuidado íntimo" ou alteram o pH que a protege ou não têm evidência de eficácia. Ou as duas coisas.
Thuanny Fonseca, 33, fundadora de uma empresa voltada ao autocuidado, conhece o discurso por trás das embalagens cosméticas. Mesmo assim, quando teve candidíase de repetição aos 25 anos, recorreu ao que encontrou pela frente, inclusive se medicando por conta própria durante três anos.
"Foi traumatizante. No meu desespero, após tanto tempo tentando tratamentos sem resultado, comecei a usar um perfume íntimo devido ao odor. Só que não estava combatendo a causa. Isso me gerava uma frustração, uma certa vergonha, pela questão do cheiro e por não curar o problema", relata a arquiteta.
A solução, ela aponta, veio de um caminho simples: "Me curei com um tratamento específico e ajuda de sabonete indicados por uma médica."
Na visão de Thuanny, a insegurança quanto ao corpo feminino gera lucro para a indústria.











