Se a Copa do Mundo pinta cidades em todo o mundo com as cores das bandeiras nacionais, em Nova York as cores são o azul e o laranja, símbolos dos Knicks, o time de basquete local que está na final da NBA com a chance de quebrar um jejum de mais de 50 anos.
Essa oportunidade histórica da equipe em um dos torneios que mais movimentam os Estados Unidos, depois da NFL, a liga de futebol americano, tem obliterado a relevância da Copa na dinâmica pública da cidade. Os Knicks possuem apenas dois títulos da NBA, o último deles de 1973.
"Let’s go, Knicks", termina o aviso sonoro sobre atraso e interrupção de trens nas estações de metrô de Nova York nesta semana. Comerciantes agradecem a demanda. Na rua 125, importante centro comercial no coração do bairro do Harlem dominado por moradores locais, não turistas, camelôs trocaram seus produtos: agora, em uníssono, vendem bonés e camisetas dos Knicks.
A procura foi alta especialmente nesta semana, quando, coincidindo com a estreia da Copa, as finais da NBA estão sendo disputadas em Nova York, no Madison Square Garden. "A gente se adapta", comenta um dos vendedores, ele próprio vestindo uma camiseta dos Knicks. Qual a que mais sai? Todas, mas há um apreço especial pela que carrega uma imagem da estrela do time, o armador Jalen Brunson.












