A Zilia Technologies obteve R$ 143,3 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para expandir sua operação de semicondutores. Os recursos deverão ser investidos em pesquisa, desenvolvimento e ampliação da capacidade produtiva da fábrica em Atibaia, no interior de São Paulo. A Zilia também tem uma unidade em Manaus.
O crédito foi concedido no programa Mais Inovação do banco estatal.O projeto prevê a aquisição de equipamentos de produção, incluindo máquinas de testes, montagem, manipulação e medição. A produção atual da Zilia está em cerca de 150 milhões de chips e 7 milhões de módulos por ano para segmentos como smartphones, computadores, tablets, servidores e automóveis.
No plano apresentado ao BNDES, a Zilia também afirma pretender avançar a produção de memórias de alta performance voltadas a data centers e aplicações de inteligência artificial. Seria um passo para reduzir a dependência de componentes importados.
Com 700 profissionais no quadro atual, a Zilia projeta contratar cerca de 100 pessoas por ano até o final da década. As contratações serão concentradas nas áreas de engenharia, manufatura avançada e pesquisa e desenvolvimento. O ritmo de expansão está vinculado ao aumento da capacidade produtiva previsto no projeto."Fabricar e desenvolver semicondutores aqui no Brasil é um passo estratégico para reduzir a dependência de componentes importados e fortalecer a produção nacional desses produtos. Além disso, a produção local reduz custos, aumenta a competitividade do mercado interno e promove a formação de mão de obra altamente qualificada", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.












