O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, considerou como “pontual e assertiva” a ação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de cortar a geração de energia por excesso de oferta no domingo (7). A declaração foi dada nesta terça-feira (9) após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes do setor de etanol, no Palácio do Planalto. “Isso [o corte] foi feito de forma pontual, assertiva e garantiu a estabilidade da energia. E, nós não tivemos nenhum contratempo na questão energética nacional”, disse a jornalistas. Segundo Silveira, o ONS precisou agir “imediatamente” para garantir a segurança energética nacional, para que não houvesse nenhum desequilíbrio entre as energias intermitentes (como a solar e eólica) e as firmes (hidrelétricas e termelétricas). Leia mais: “Houve uma queda de temperatura brusca no país e, consequentemente, uma queda de carga. Naturalmente, o ONS precisou de agir imediatamente para garantir a segurança energética nacional”, pontuou o ministro. Questionado sobre possíveis novos cortes ou apagões, Silveira não respondeu diretamente e se limitou a dizer que “tem que acreditar na nossa competência e dedicação absoluta para que não aconteça nenhum evento [falta de energia]”. No domingo, o ONS cortou 30% da geração de usinas eólicas e solares que estão sob controle do órgão. Pela primeira vez, o operador acionou o plano emergencial para garantir a segurança do sistema elétrico nacional em função da expectativa de um menor consumo devido ao final de semana prolongado com o feriado de Corpus Christi. A iniciativa, conhecida como “curtailment”, buscou restringir a produção de eletricidade de usinas conectadas às redes de distribuição. O ONS pode cortar carga de geradoras ligadas diretamente a redes de transmissão, mas não tem controle sobre usinas conectadas à malha das empresas distribuidoras. Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Silveira diz que ação do ONS sobre corte de energia eólica ‘foi pontual e assertiva’
No domingo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico cortou 30% da geração de usinas eólicas e solares, que estão sob controle do órgão, por excesso de oferta













