O plano emergencial de corte de energia acionado no domingo (7) pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) foi considerado bem-sucedido pelo mercado, mas é visto como um paliativo diante da perspectiva de crescimento da geração de eletricidade no país.

Associações do setor defendem agilidade na criação de incentivos para o armazenamento de energia, que poderia guardar o excedente produzido em horários de maior insolação para uso no início da noite, quando há mais consumo elétrico.

Para estas organizações, são necessários incentivos econômicos para a priorização de baterias, como tarifas conforme a oferta de energia elétrica do dia.

A capacidade instalada de micro e minigeração distribuída (MMGD), os painéis instalados sobre telhados ou em pequenas fazendas solares, já supera 44 GW (gigawatts), o equivalente a quase 20% de toda a capacidade de geração de energia no país.

Este tipo de produção é somado com o que é gerado em usinas pelo Brasil, de diversos tamanhos. O aumento na oferta, especialmente em horários do dia com demanda baixa, pode causar sobrecarga no sistema de transmissão e levar a um colapso na distribuição de energia elétrica no país.