O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que forças estrangeiras posicionadas nas proximidades do território iraniano enfrentam um “risco constante devido a erros humanos, acidentes ou à possibilidade de serem atingidas em fogo cruzado”, e pediu que deixem a região. “Para reduzir esses riscos, a melhor solução é que as forças estrangeiras deixem, assim que possível, um ambiente que jamais será hospitaleiro a uma presença hostil”, escreveu Araghchi em publicação na plataforma X. Postagem do Chanceler do Irã, Abbas Araghchi — Foto: Reprodução/X As declarações foram feitas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã foi responsável pela derrubada de um helicóptero Apache americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a noite. Segundo Trump, Washington deve responder ao incidente. O controle de é um dos pontos mais sensíveis das negociações entre EUA e Irã. Teerã reivindica o direito de administrar a hidrovia e cobrar taxas de navegação e segurança, enquanto Washington mantém um bloqueio naval a embarcações que façam escala em portos iranianos, numa tentativa de estrangular a economia do Irã. Ao mesmo tempo, o fechamento parcial de Ormuz desencadeou a maior crise energética desde os anos 1970, deixando países do Golfo Pérsico com poucas alternativas para exportar sua produção de petróleo, gás natural e outras commodities. Eis a íntegra da mensagem publicada por Araghchi: “O Estreito de Ormuz não está localizado em águas internacionais, mas em águas compartilhadas por Irã e Omã, a milhares de milhas da costa dos Estados Unidos. As fronteiras marítimas são absolutamente claras. Nossas poderosas Forças Armadas permanecem em alerta constante diante de qualquer violação do espaço aéreo, do território ou das águas territoriais iranianas. Forças estrangeiras que operam próximas ao nosso território enfrentam riscos constantes devido a erros humanos, acidentes ou à possibilidade de serem atingidas em fogo cruzado. Para reduzir esses riscos, a melhor solução é que as forças estrangeiras deixem, assim que possível, um ambiente que jamais será hospitaleiro a uma presença hostil. O Irã prefere a linguagem da diplomacia. Contudo, como nossos corajosos guerreiros já mostraram ao mundo, também sabemos falar outras línguas.”