PUBLICIDADE Modelo é peça central da aviação dos EUA e tem sido usado em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ofensivas de precisão O helicóptero Boeing AH-64 Apache — Foto: Reprodução: Boeing RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 16:00 Helicóptero Apache dos EUA cai no Estreito de Ormuz; tripulantes ilesos Um helicóptero AH-64 Apache dos EUA caiu durante uma patrulha próximo ao Estreito de Ormuz, atraindo atenção global. Os dois tripulantes foram resgatados ilesos, mas ainda não se sabe a causa da queda. O Apache é uma peça central da aviação militar, usado em missões de reconhecimento e ataques. A tensão entre EUA e Irã cresce, com o presidente Trump culpando o Irã e prometendo resposta. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército dos Estados Unidos, ocorrida durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira, chamou a atenção global para uma das aeronaves militares mais conhecidas das Forças Armadas americanas. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável, embora as autoridades ainda não tenham determinado se a aeronave foi atingida por disparos iranianos, sofreu uma falha mecânica ou enfrentou outro tipo de problema. O AH-64 Apache é descrito por sua fabricante, a Boeing, como o helicóptero de ataque mais avançado e comprovado em combate do mundo. A aeronave entrou em serviço em 1984 e, desde então, tornou-se a espinha dorsal da frota de helicópteros de ataque do Exército americano. De acordo com a empresa, a família Apache já acumulou mais de 5,3 milhões de horas de voo, sendo mais de 1,3 milhão delas em combate. Atualmente, mais de 1,3 mil unidades estão em operação em diferentes partes do mundo. O Apache opera com tripulação de duas pessoas e foi projetado para missões de ataque de precisão. Entre seus equipamentos estão sistemas integrados de sensores, compartilhamento de dados em tempo real e recursos de identificação e priorização de múltiplos alvos. A aeronave também é capaz de controlar veículos aéreos não tripulados, ampliando o alcance de seus sensores e sua capacidade operacional no campo de batalha. Outro recurso é a integração ao sistema Link 16, utilizado para compartilhar informações entre plataformas militares. Equipados com mísseis Hellfire, esses helicópteros são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones. Nos últimos meses, as aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano de Ormuz. Os helicópteros AH-64 também têm sido utilizados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) para derrubar drones iranianos. Além dos EUA e EAU, adotaram a aeronave países como Israel, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Catar, Egito e Reino Unido. O modelo possui 14,7 metros de comprimento, 4,7 metros de altura e rotor principal com 14,6 metros de diâmetro. Sua velocidade máxima em voo nivelado supera 279 km/h, e seu teto operacional chega a 6.096 metros de altitude. A versão mais moderna da aeronave é o AH-64E, que continuará em produção ao longo da década de 2030. A expectativa é que o modelo permaneça em serviço nos Estados Unidos e em países parceiros até a década de 2060. Operação de resgate A queda ocorreu por volta das 3h30 da madrugada desta terça-feira, no horário local (noite de segunda-feira em Brasília), na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central americano (Centcom). Uma embarcação não tripulada localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom. Segundo ele, foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas americanas. Nesta terça, o presidente Donald Trump atribuiu a queda ao Irã e afirmou que os EUA “devem” responder. Ele acrescentou que os dois militares estão “seguros e não sofreram ferimentos”, mas que, mesmo assim, Washington deve, “necessariamente, responder a esse ataque”. Pouco antes da publicação de Trump, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, escreveu na rede X: “Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com muito mais fluência. Quebrem seus compromissos, e passaremos a usar aquilo que falamos melhor. Vocês montam o cavalo que selaram!”. A derrubada do helicóptero aumentou ainda mais a tensão em torno de um cessar-fogo de dois meses, um dia depois de Irã e Israel trocarem disparos pela primeira vez desde a entrada em vigor da frágil trégua. A televisão estatal iraniana informou que os ataques israelenses mataram ao menos dois integrantes das unidades de defesa aérea do país. Desde que EUA e Israel começaram a atacar o Irã, em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu diversos produtos básicos, incluindo alimentos. As autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo firmado em abril em um acordo permanente para o fim da guerra, especialmente porque Israel intensificou e ampliou sua campanha militar no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. (Com New York Times)
Conheça o Apache, helicóptero de ataque ‘mais avançado do mundo’ que caiu próximo ao Estreito de Ormuz
Modelo é peça central da aviação dos EUA e tem sido usado em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ofensivas de precisão













