Bemotrizinol já é usado há décadas na Europa e amplia proteção contra raios UVA e UVB; especialistas da FDA afirmam que substância é mais estável e apresenta perfil de segurança favorável FDA aprova Bemotrizinol em protetor solar — Foto: WHS/Unsplash RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 14:08 FDA aprova bemotrizinol, novo ingrediente para protetores solares após 20 anos Pela primeira vez em 20 anos, a FDA aprovou um novo ingrediente para protetores solares nos EUA: o bemotrizinol. Amplamente usado na Europa, ele oferece proteção contra raios UVA e UVB e é considerado seguro e eficaz para adultos e crianças acima de seis meses. A decisão busca aumentar a concorrência e melhorar a segurança dos produtos, frente a preocupações com filtros químicos tradicionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pela primeira vez em duas décadas, a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou um novo ingrediente ativo para protetores solares. A substância, chamada bemotrizinol (BEMT), passa a integrar a lista de componentes autorizados para produtos vendidos sem prescrição médica no país e é apontada por especialistas como uma alternativa mais eficaz e segura em comparação com diversos filtros químicos atualmente disponíveis no mercado americano. O anúncio foi feito nesta terça-feira pela FDA. Segundo a agência, o bemotrizinol oferece proteção contra os raios ultravioleta A (UVA) e B (UVB), apresenta baixa absorção pela pele e foi considerado "geralmente reconhecido como seguro e eficaz" para adultos e crianças a partir de seis meses de idade. A aprovação marca a inclusão do primeiro novo ingrediente ativo em protetores solares nos Estados Unidos desde o fim da década de 1990. O composto já é utilizado há anos na Europa e em diversos outros países. — O bemotrizinol é usado com segurança na Europa há décadas, e a ação da FDA aumentará a concorrência e a confiança dos consumidores nos produtos de proteção solar — afirmou o secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., em comunicado. A decisão foi celebrada por especialistas em saúde ambiental e proteção solar, que há anos criticam o atraso regulatório americano em relação a outros mercados. Um dos principais argumentos é que muitos protetores solares vendidos nos Estados Unidos são eficientes para bloquear os raios UVB, responsáveis pelas queimaduras solares, mas oferecem proteção limitada contra os raios UVA, associados ao envelhecimento precoce da pele, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento de câncer de pele. Pele Glow das famosas 1 de 10 Pele glow da atriz Bruna Marquezine — Foto: Reprodução Instagram 2 de 10 Pele glow da atriz Thais Fersoza — Foto: Reprodução Instagram X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Pele glow da modelo Mariana Goldfarb — Foto: Reprodução Instagram 4 de 10 Pelo glow da influenciadora Jade Picon — Foto: Reprodução Instagram X de 10 Publicidade 5 de 10 Pele glow da apresentadora Ana Clara — Foto: Reprodução Instagram 6 de 10 Pele glow da atriz Paolla Oliveira — Foto: Reprodução Instagram X de 10 Publicidade 7 de 10 Pele glow da atriz Flávia Alessandra — Foto: Reprodução Instagram 8 de 10 Pele glow da apresentadora Fernanda Gentil — Foto: Reprodução Instagram X de 10 Publicidade 9 de 10 Pele glow da cantora Luísa Sonza — Foto: Reprodução Instagram 10 de 10 Pele glow da cantora Preta Gil — Foto: Reprodução Instagram X de 10 Publicidade Dicas das maquiadora Lu Rech A aprovação também ocorre em meio a preocupações sobre a segurança de filtros químicos tradicionais. Em 2019, pesquisadores da própria FDA identificaram que seis ingredientes amplamente utilizados em protetores solares eram absorvidos pela corrente sanguínea em níveis considerados preocupantes após apenas um dia de uso. Entre eles estavam a homosalato e a oxibenzona, que permaneceram acima dos limites de segurança por mais de duas semanas após a interrupção da aplicação. O pedido para inclusão do bemotrizinol foi apresentado à FDA pela empresa DSM Nutritional Products LLC, que solicitou autorização para utilizar a substância em concentrações de até 6% nas formulações. A proposta foi colocada em consulta pública entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 antes da publicação da decisão final.