A União Europeia pretende proibir a entrada nos países do bloco de russos que lutaram na Guerra da Ucrânia, disse nesta terça-feira (9) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A medida deverá ser incluída em um novo pacote de sanções que visa pressionar a Rússia de Vladimir Putin.
Trata-se da 21ª rodada de sanções imposta contra Moscou desde o começo da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022. Além da proibição aos vistos, o novo pacote visa atingir os setores de energia, bancos e pesca do país agressor, acrescentou Von der Leyen. "Nossas sanções continuam a ter um impacto severo e profundo. Elas estão enfraquecendo as bases econômicas do esforço de guerra da Rússia."
Von der Leyen não especificou quantas pessoas devem ser atingidas pela proibição do vistos nem disse quando a medida entraria em vigor. Segundo ela, o objetivo da medida seria garantir que "a Europa permaneça inacessível a qualquer pessoa que tenha participado da invasão da Ucrânia".
A nova rodada de sanções prevê ainda a manutenção de um teto para o preço do petróleo russo e o combate às corretoras de criptomoedas usadas para burlar as sanções, disse ela.
Em outra frente, a UE tem ajudado financeiramente e militarmente a Ucrânia. Na segunda-feira (8), o bloco anunciou a liberação de mais € 2,8 bilhões (R$ 16,5 bilhões) em ajuda ao país invadido.










