Os preços do petróleo operam em queda nesta terça-feira, devolvendo os ganhos da sessão anterior, à medida que a suspensão dos ataques entre Israel e Irã reduz os temores sobre a oferta. As cotações também são pressionadas por sinais de uma demanda global mais fraca do que o esperado. Por volta das 8h40, na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para entrega em agosto caía 1,54% a US$ 92,80 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho cedia 1,86% a US$ 89,60. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país interromperá os ataques contra o Irã por enquanto, após um apelo do presidente Donald Trump pelo cessar-fogo. Autoridades iranianas também anunciaram a suspenção de ações militares contra Israel, mas prometendo resposta em caso de novos ataques. Além disso, há sinais de queda da demanda global por petróleo, impulsionada pelo menor consumo particularmente na China e na Europa Ocidental, onde os relatórios de vendas de combustíveis no varejo em abril foram fracos, diz o Goldman Sachs, em relatório. O banco estima uma destruição de demanda global por petróleo entre 4 milhões e 5 milhões de barris por dia em abril, em meio aos impactos do choque no Estreito de Ormuz. Embora interrupções persistentes na oferta do Oriente Médio representem um risco de alta para os preços, o enfraquecimento da demanda segue como um importante fator de baixa para o petróleo, destacou o Goldman Sachs. O banco projeta o Brent a US$ 90 por barril e o WTI a US$ 83 por barril no quarto trimestre de 2026, e avalia que a queda da demanda global pela commodity, mais intensa do que o esperado, mantém os riscos para essas projeções equilibrados em ambas as direções.