Entre os Estados Unidos, que lideram o desenvolvimento dos modelos mais avançados de inteligência artificial, e a China, que corre atrás para reduzir sua dependência tecnológica, a Coreia do Sul tenta construir um caminho próprio.

O país, que abriga duas das empresas mais importantes da cadeia global de semicondutores vem se beneficiando da explosão de investimentos no setor. Mas, ao contrário das duas maiores potências, parece menos preocupado em criar o próximo ChatGPT do que em responder a uma dúvida prática: como tornar a tecnologia relevante para a economia e as pessoas comuns.

"Ser o número dois dá para o gasto. Ser o número três é complicado", disse Kim Woo-chang, secretário presidencial para política nacional de inteligência artificial, ao comentar a concentração do mercado em entrevista a jornalistas.

A observação resume um dos principais desafios enfrentados pelo país do leste asiático.

Assistentes virtuais de IA fazem as vezes dos balcões de informação no aeroporto internacional de Incheon, na região metropolitana de Seul - Gustavo Soares/Folhapress