Quando Marina Lacerda contou ao mundo que Jeffrey Epstein abusara sexualmente dela aos 14 anos, as ameaças começaram imediatamente.
Em setembro de 2025, ela e outras vítimas participaram de uma entrevista coletiva pressionando pela divulgação dos arquivos de Epstein. "Ela vai ser eliminada", escreveu um desconhecido sob um vídeo do YouTube de uma reportagem sobre Lacerda naquele dia. "Ela realmente deveria ter ficado quieta. Descanse em paz."
O assédio se intensificou quando seu nome apareceu pelo menos 46 vezes em documentos do Departamento de Justiça meses depois. Na internet, foi chamada de mentirosa e prostituta e ouviu que mereceu o que aconteceu com ela. Sua filha de 12 anos foi provocada na escola por colegas que perguntavam se ela era filha de Epstein.
Hoje, Lacerda afirma que vive com a menina em um condomínio fechado e dorme com uma arma na mesa de cabeceira. "Tenho medo de que alguém invada a casa", diz. "Estou paranoica o tempo todo."
Lacerda é uma das 23 mulheres identificadas pela Reuters como acusadoras do financista bilionário que enfrentaram ameaças, assédio e intimidação por trolls, haters e outros inimigos —algumas após falarem publicamente sobre seus abusos, outras após suas identidades serem expostas nos arquivos do governo americano.







