Leiloeiro recebeu alertas sobre uma possível fraude envolvendo compradores internacionais no pregão que reunirá mais de duas mil peças da residência avaliada em R$ 220 milhões, no Leblon Mansão do Jardim Pernambuco e obra de Giacometti — Foto: Pablo Jacob/ Divulgação O aguardado leilão das quase duas mil peças da mansão anunciada por R$ 220 milhões no Jardim Pernambuco, no Leblon, entrou na mira de estelionatários. A poucos dias do início do pregão, que terá início nesta terça-feira (9), o leiloeiro Ernani Costa passou a receber mensagens e telefonemas, inclusive de uma organização internacional, alertando para uma possível tentativa de fraude envolvendo compradores italianos. O interesse pelo leilão tem sido alimentado pela descoberta de obras valiosas dentro da residência, considerada a mais cara do Brasil. A estimativa é que cerca de 50 peças tenham valor inicial acima dos R$ 100 mil. Entre elas está uma escultura do artista romeno Constantin Brancusi (1876-1957), encontrada recentemente em um quarto que permanecia fechado na mansão. A peça entra em disputa com lance inicial de R$ 400 mil. Outra descoberta que chamou a atenção dos colecionadores foi uma tapeçaria original de Jean-Michel Basquiat. Outra peça valiosa é a escultura "O homem que caminha", atribuída ao suíço Alberto Giacometti (1901–1966), que terá lance inicial de R$ 280 mil. Em uma das mensagens encaminhadas ao leiloeiro, a recomendação é redobrar a atenção a pedidos de cadastro feitos por cidadãos italianos residentes no Brasil, brasileiros residentes na Itália ou pessoas ligadas à região de Milão. O alerta ganha relevância porque o acervo reúne obras atribuídas a artistas italianos e europeus, além de esculturas, quadros, tapeçarias, móveis e objetos decorativos de elevado valor de mercado. O golpe envolveria até o recibo de transferências bancárias falsas. Este será o segundo leilão realizado antes da demolição da propriedade, já autorizada. No terreno será construído o mini-condomínio Estância Pernambuco.
Golpistas estrangeiros estão de olho nas obras de arte da mansão mais cara do Brasil
Leiloeiro recebeu alertas sobre uma possível fraude envolvendo compradores internacionais no pregão que reunirá mais de duas mil peças da residência avaliada em R$ 220 milhões, no Leblon







