O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou nesta segunda-feira (8) que o estado espera recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão que foi aportado pelo Rioprevidência (Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro) em investimentos ligados ao Banco Master.
Depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o desembargador disse que o governo estadual empreende "todos os esforços possíveis" para recuperar parte do montante aportado, principalmente por meio de ações judiciais.
O aporte dos recursos no Master é investigado pela Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero. No fim de maio, o ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo de busca e apreensão no caso. A PF suspeita que ele tenha facilitado os aportes, considerados fraudulentos. A defesa nega as acusações.
De acordo com as investigações, quase R$ 3 bilhões teriam sido transferidos do Rioprevidência para aplicações associadas ao Master, liquidado pelo Banco Central após diversas operações fraudulentas terem sido identificadas pela autoridade monetária e pela PF.
A PF sustentou que Castro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantinham um "vínculo próximo". Na decisão que autorizou a operação policial, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator das ações, escreveu que o ex-governador "exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes do Rioprevidência no Banco Master".







